quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE À COMUNIDADE DO PINHEIRINHO

CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE À COMUNIDADE DO PINHEIRINHO

O Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo - SASP, juntamente com diversas organizações populares, está arrecadando doações para a população da comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP).
A comunidade sofreu um violento e desumano processo de desocupação no último dia 22, com mortes, centenas de feridos e seis mil pessoas que perderam suas casas e tudo que tinham.
As pessoas estão alojadas de forma precária pela prefeitura de São José dos Campos e necessitam de nossa solidariedade.
As principais necessidades são: roupas (adultas e infantis), fraldas descartáveis, leite, alimentos, absorventes.
Para doações e/ou maiores informações: (11) 3105-2516 – falar com Fátima ou Pedro
Endereço: Rua da Abolição, 167, Centro – próx. à Câmara Municipal de São Paulo - www.sasp.org.br

Em Defesa dos Moradores do Pinheirinho
Amanhã, quinta-feira (02/fev/2012) diversas organizações, sindicatos e movimentos sociais promovem um ato público unificado próximo ao terreno desocupado do Pinheirinho, na Praça Afonso Pena, às 9h, em São José dos Campos.

No último domingo (22), 1.600 famílias que lá moravam há 8 anos foram despejadas violentamente por mais de 2.000 policiais civis e militares, ao cumprirem ordens da Justiça Estadual e da Prefeitura de São José dos Campos.

O objetivo desse ato é pressionar os governos estadual e municipal para que os problemas das famílias envolvidas sejam atendidos, além de denunciar e protestar contra as violentas políticas de despejo que vem acontecendo sistematicamente no estado de São Paulo.
Ato Público
Local: Praça Afonso Pena, às 9h, em São José dos Campos
Data: 02/02/2012 - Horário: 9h


sexta-feira, 13 de maio de 2011

INGRESSE no PH - Maio/2011

Amigas e amigos,

Está aberto até 30 de Maio/11 para o ingresso de membros(as) plenos(as) do Partido Humanista Internacional do Brasil – PHI Brasil. Portanto incentivamos que divulguem amplamente no meio imediato aos simpatizantes do partido essa possibilidade. Os passos para ingresso são os seguintes:

1) A pessoa interessada deve se cadastrar no site do PHI (www.partidohumanistainternacional.org) como membro aderente.

2) Após o cadastro a pessoa deve efetuar o depósito identificado (somente com CPF na boca do caixa - ver banco e conta abaixo) da coleta* anual do partido, de R$109,00 (cento e nove reais) e enviar cópia do depósito para o endereço eletrônico: phibrasil@gmail.com confirmando, assim, o pagamento da coleta.

3) Com a confirmação do depósito da coleta, a Equipe de Coordenação Nacional habilitará o (a) novo (a) participante à condição de membro (a) pleno (a) no site internacional do PHI e na lista de membros plenos do PHI Brasil. Com isso o (a) novo (a) membro (a) pleno (a) pode participar plenamente da construção e decisões do partido.

*notas:
Sobre a Coleta:
A Coleta (contribuição voluntária) ao partido é anual.
A coleta é distribuída entre as Equipe(s) de Base, Equipe de Coordenação Nacional e Equipe de Coordenação Internacional. Metade da coleta fica na Equipe de Base formada com no mínimo 10 membros.

Conta bancária:
Atualmente a conta para depósito é uma poupança em nome de pessoa física, um membro pleno que gentilmente emprestou seu nome para o conjunto para esse momento, até que o PH Brasil tenha uma conta bancária com sua própria personalidade jurídica. Essa conta, apesar de pessoal, é exclusiva para o partido e o titular da mesma realiza regularmente a prestação de contas da mesma de modo transparente para todo o conjunto.

Banco Bradesco Agência: 0823-0 Conta-Poupança: 1001120-5
Favorecido: Francisco Albanir de Almeida Linhares


Equipe de Coordenação Nacional
Partido Humanista Internacional – Brasil
13 de Maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Posicionamento dos Humanistas sobre a Morte de Bin Laden

Profunda rejeição do terrorismo e da vingança     
                                           
Os humanistas rejeitam o terrorismo internacional, seja este de origem política, religiosa ou qualquer outra e repudiam os crimes que se cometem em qualquer parte do mundo. Esta é uma linha de conduta e uma postura mantida ao longo do tempo, impossível de abandonar sem colocar em crise a nossa identidade e a nossa doutrina de Humanismo e Não-Violência.
 
A morte de Osama Bin Laden – como a de qualquer outra pessoa – não vai alterar o perigo que os grupos fanáticos significam para a paz mundial e para a integração de todas as culturas como um meio efectivo de superar as suas aparentes causas.
 
Não estamos de acordo que Osama tenha sido assassinado em vez de feito prisioneiro para ser posteriormente julgado, num processo justo por um tribunal internacional, uma vez que cometeu delitos em diversas partes do mundo. Já para não falar da possibilidade, se ainda estivesse vivo, de se realizarem avanços na luta contra o terrorismo internacional. De facto, nada nos impede de pensar que talvez a sua morte tenha sido a melhor solução para ocultar outros poderes envolvidos que, desta maneira, continuarão a gozar de tranquilidade para cometer mais crimes de lesa-humanidade.
 
Reiteramos: a justiça não pode ser confundida com o axioma "olho por olho, dente por dente". Se realmente Osama Bin Laden foi assassinado, este caso talvez seja útil a Obama para ser reeleito presidente e todos os partidários das soluções militares poderão lavar a consciência, mas sem dúvida não será útil para conseguir uma maior justiça neste mundo.
 
Os militares dos EUA não podem falar de justiça quando parece que estamos perante um assassinato premeditado com o único objectivo da vingança. E caso estejamos na presença de um acidente durante um tiroteio, também não se trata de justiça. Em qualquer caso, trata-se de vingança.
 
Não está certamente em questão o carácter altamente violento dos actos criminosos cometidos por Osama Bin Laden. Mas por esta mesma razão a sua morte não debe ser confundida com justiça.
 
O mundo árabe está a fazer um esforço para continuar o impulso dos seus jovens e transformar uma sociedade de exclusão numa sociedade inclusiva, transformar uma situação de encerramento em abertura. Está a fazer um esforço pela construção pacífica de uma sociedade que esteja em sintonia com o mundo, a partir de uma inquietação social que clama por justiça.
 
Os humanistas têm sido vítimas do terrorismo internacional, mas não se alegram com a morte de nenhuma pessoa. É mais importante criar condições para que estes factos infelizes não se voltem a repetir. Mas esta desdita comum dá-nos força moral para nos dirigirmos a todos os povos que foram afectados pela violência insana e dizer-lhes para fazermos um novo esforço.
 
A justiça nas relações e o contacto convergente das culturas é o único caminho que os humanistas aconselham percorrer e com o qual nos comprometemos de forma militante.
 
Equipe Coordenadora Internacional, 02/05/2011

---------------------------------------------------------

Profundo Rechazo al terrorismo y a la Venganza
                                                                                                    
Los humanistas del mundo rechazamos al terrorismo internacional ya sea de origen político, religioso o cualquier otro, y repudiamos los crímenes que se comenten en cualquier parte del mundo.  Esta es una línea de conducta y una postura mantenida en el tiempo e imposible de abandonar sin poner en crisis nuestra identidad y nuestra doctrina de  Humanismo y No Violencia.
 
La muerte de Osama Bin Laden –como cualquier otra vida individual- no va a cambiar el peligro para la paz en el mundo que significan grupos de fanáticos,  pero recuerda la vigencia  internacional del tema y la necesidad de lograr la paz mundial y la integración de todas las culturas como un medio efectivo de superar sus causas aparentes.
 
No compartimos que Osama haya sido muerto en lugar de ser tomado prisionero para su posterior juzgamiento en un juicio justo por un tribunal internacional ya que cometió delitos en diversas partes del mundo. Por no hablar de la posibilidad, si hubiera quedado con vida, para hacer algunos avances en la lucha contra el terrorismo internacional. De hecho, nada nos impide pensar que tal vez su muerte podría ser la mejor solución para ocultar otros poderes involucrados que, de esta manera, seguirán tranquilos para cometer  más crímenes de lesa humanidad.
 
Reiteramos: La justicia no puede ser confundida con el axioma "ojo por ojo, diente por diente". Si realmente Osama Bin Laden fue asesinado, este caso tal vez sea útil a Obama para ser elegido presidente y todos los partidarios de las soluciones militares podrán rehabilitar la conciencia, pero sin duda no será útil para disponer de una mayor justicia en este mundo.
 
Los militares de EE.UU. no pueden hablar de justicia cuando parece que  estamos frente a un asesinato premeditado con el único objeto de la venganza. Y si fuera que estamos en el caso de un accidente durante un tiroteo, tampoco se trata de justicia. En cualquier caso, es la venganza.  
 
Sin duda, no está en cuestión el carácter altamente violento de los actos delictivos cometidos por Osama Bin Laden. Pero por esta misma razón su muerte no debe confundirse con la justicia.
 
El mundo árabe está haciendo un esfuerzo para seguir el impulso de sus jóvenes y cambiar una sociedad excluyente por otra inclusiva, una situación de encerramiento en apertura, una relación social de inequidad por justicia social y la construcción en paz de una sociedad que sintonice con el mundo.
 
Los humanistas hemos sido víctimas del terrorismo internacional pero no nos alegramos por la muerte de ninguna persona. Importa más crear condiciones para que estos hechos desgraciados no vuelvan a repetirse. Pero esa desdicha común nos da fuerza moral para dirigirnos a todos los pueblos que han sido tocados por la violencia insana y decirles que hagamos un nuevo esfuerzo.
 
La justicia en las relaciones y el contacto convergente de las culturas es el único camino que los humanistas aconsejamos transitar y en el que anotamos nuestro compromiso militante.

Equipo Coordinador Internacional, 02/05/2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Contra o fechamento do curso de Obstetricia da Usp Leste!

Olá amigos,

Estamos apoiando as ações contra o fechamento do Curso de Obstetricia e as reformas da Usp que estão sendo feitas na Universidade de SP.

Abaixo envio um posicionamento nosso sobre o assunto que esta também no nosso site.

Enviamos também o abaixo assinado virtual que esta circulando para quem possa colaborar com sua assinatura.

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452

Um abraço a todos!
Samuel

Contra o fechamento do curso de Obstetricia da Usp Leste!

Pela a assistência Humanizada da Mulher, contra o fechamento do curso de Obstetricia e as reformas na Usp!



O Partido Humanista do Brasil manifesta seu apoio ao curso de de Obstetrícia da Escola de Artes e Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo – EACH-USP e repúdia à intenção da direção da Universidade de São Paulo (USP) em diminuir vagas ou fechar o curso de Obstetrícia no Campus Leste da Universidade.

O fechamento do curso de graduação em Obstetrícia da USP representa um grande retrocesso quanto à humanização do atendimento às mulheres no Brasil. O curso da USP é o único em todo o país, que tem uma elevada taxa de cesáreas (48% de cesáreas na rede pública e dos absurdos 70% às inimagináveis 90% na rede particular). A Organização Mundial de Saúde recomenda que o número de cesáreas não ultrapasse os 15%.

Também apoiamos a valorização da profissão de Obstetriz(es) e sua inserção no mercado de trabalho por acreditarmos que isso significa alavancar uma assistência humanizada na saúde da mulher, melhorando e ressignificando os processos de gestação, parto e pós-parto. O curso de Obstetrícia trabalha diretamente com a atenção especializada no atendimento à mulher e suas patologias e carências especificas que não correspondem ao sistema hospitalar vigente.

A reforma que esta em andamento na USP Leste faz parte de um projeto dentro da instituição que visa o encerramento de alguns cursos e a diminuição de vagas dos cursos considerados com "baixo impacto social". Claramente tal “reforma” busca atender aos ditames do Mercado e não tem em conta a real necessidade do povo brasileiro.

Os cursos que são normalmente depreciados pela iniciativa privada - como as licenciaturas - serão seriamente comprometidos dentro da lógica que a direção da USP vem tocando essa "reforma".

Essas decisões que influem no destino dos estudantes e da Universidade também estão sendo tomadas arbitrariamente, sem nenhum tipo de participação da comunidade universitária, e a ausência de diálogo por parte dos gestores da USP é também o retrato do descaso e do desprezo ao nosso povo.



Os interesses econômicos são colocados por cima de questões essências como a saúde e o atendimento especializado a mulher. Também é de se questionar a direção de uma Universidade Pública que cede a pressão de grupos ligados ao setor privado da saúde no nosso país.



O PH presta solidariedade e se dispõe a apoiar totalmente as ações que estão sendo levadas contra o fechamento do curso de Obstetrícia e também contra a reforma que está sendo realizada na USP.



Partido Humanista do Brasil - São Paulo

domingo, 27 de março de 2011

LÍBIA: A ENCRUZILHADA DA VIOLÊNCIA

LÍBIA: A ENCRUZILHADA DA VIOLÊNCIA


Perante os ataques militares à Líbia, que tiveram início no dia de hoje por parte de alguns países europeus e dos EUA, o Partido Humanista Internacional manifesta a total rejeição do uso da violência e exorta a comunidade internacional a trabalhar urgentemente por uma saída pacífica da guerra civil naquele país.

Tal como rejeitámos anteriormente a violência com a qual Khadafi estava a oprimir os seus opositores e assinalámos as suas contradições, rejeitamos agora esta alegada tentativa de acabar com essa violência, utilizando para isso mais violência.

Estamos conscientes de que a situação da Líbia representa uma verdadeira encruzilhada e que não se pode ser indiferente perante o derramamento de sangue que se tem produzido, uma vez que lamentavelmente a rebelião social não se conseguiu canalizar e chegar a bom fim pela via pacífica, como tinha acontecido no Egito. A repressão violenta por parte do governo de Khadafi por um lado e os levantamentos armados de um setor dos rebeldes por outro, alimentaram uma espiral de violência que ameaça terminar em massacre.

Perante esta complexa situação, a ONU tomou a decisão de intervir, alegadamente para garantir a vida dos civis, limitando-se supostamente a ataques aéreos com esse fim. No entanto, existem antecedentes de como se passa dos ataques aéreos à invasão terrestre. Existem antecedentes de como a ONU costuma dizer que se preocupa com os direitos dos civis e intervém quando há petróleo pelo meio, como é o caso da Líbia. Existem antecedentes de como os EUA e os seus aliados sustentam ou toleram ditaduras sangrentas quando estas vão de encontro aos seus interesses e “descobrem” que são ditaduras sangrentas quando vêm os seus interesses ameaçados.

A França foi o primeiro país a atacar e Sarcozy argumentou que a sua motivação era “terminar com a loucura assassina de Khadafi”. No entanto, tanto a França como a Inglaterra e a Itália estabeleceram vínculos muito estreitos nos últimos anos com o regime de Khadafi.

Talvez agora, depois do que aconteceu no Japão e quando a oposição popular à proliferação de centrais nucleares aumenta (e a partir das quais a França obtém a maior parte da sua energia), queiram assegurar mais que nunca o acesso ao petróleo da Líbia.

Os humanistas denunciaram, durante a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência, que percorreu o mundo em 2009, que as Nações Unidas não podem garantir (e muito menos o seu Conselho de Segurança) a paz no mundo. Porque a ONU é manipulada precisamente pelas potências que são as principais produtoras de armas, são aquelas que geram maior quantidade de conflitos armados e que, para assegurar os seus interesses económicos, não hesitam em apoiar ditaduras sangrentas quando lhes convém, ou derrubá-las a sangue e fogo quando não lhes convém. E são sempre os povos a sofrer com a violência.

Só poderemos sair desta encruzilhada da violência quando, em vez de depender das resoluções da ONU, o mundo se organizar numa verdadeira Nação Humana Universal.

Entretanto, é necessário empreender todos os esforços no sentido de solucionar os conflitos, como o da Líbia, por métodos pacíficos e recordar as palavras de Silo em Punta de Vacas, Argentina, no ano 2004: “... de uma perspetiva violenta sobre a violência não resultará a paz...”.

Equipe Coordenadora Internacional, 19/03/2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

NOTA DE REPUDIO CONTRA A VIOLENCIA DO ESTADO Por CRESS-SP 18/02/2011 às 13:20 Repressão ao ato contra a tarifa -Sao Paulo

NOTA DE REPUDIO CONTRA A VIOLENCIA DO ESTADO

Por CRESS-SP 18/02/2011 às 13:20

Repressão ao ato contra a tarifa -Sao Paulo
NOTA DE REPÚDIO CONTRA A VIOLÊNCIA DO ESTADO


Uma série de protestos vem sendo realizadas na cidade de São Paulo diante do aumento absurdo da tarifa de ônibus. Sob o argumento de aumento dos custos, a população é violada em seus direitos. Não se presta informação sobre os lucros reais das empresas e o montante repassado em forma de subsídio ao transporte privado.

Os protestos formados por maioria jovem tem sido intensos e a truculência tem aumentado. As imagens expressam, mas não tudo que vem ocorrendo. No dia 17 de fevereiro varias pessoas foram agredidas com gás lacrimogêneo, balas de borracha, cassetetes, pela PM.

Um jovem assistente social foi brutalmente espancado por vários policiais que continuaram desferindo chutes e golpes de cassetetes quando a vítima estava imobilizada no chão, como demonstram fotos e vídeo do ato. Ele está hospitalizado e poderá passar por cirurgia.

Repudiamos toda forma de violência, mas principalmente a efetivada por agentes do Estado. Assim, exigimos que os atos cometidos sejam apurados imediata e rigorosamente. A divulgação é fundamental para que sociedade se posicione diante de tanta barbárie.

Exigimos a reforma das instituições repressivas que não se adequaram às legislações nacionais e os instrumentos internacionais aos quais o país aderiu formalmente.

A cidade mais rica da América Latina não pode continuar a tratar a população, principalmente os jovens, com violência e opressão. Repudiamos que se tente silenciar a manifestação legítima do povo.

Aurea Satomi Fuziwara
Conselho Regional de Serviço Social - CRESS-SP
Somos mais de 24 mil assistentes sociais em SP
na defesa intransigente dos Direitos Humanos

CRESS-SP: 11 3351 7523

São Paulo, 18 de fevereiro de 2011.

A todas as autoridades competentes
À Com. de Direitos Humanos da ALESP
Email:: secretaria@cress-sp.org.br
URL:: www.cress-sp.org.br

NOTA PÚBLICA DO FÓRUM PAULISTA LGBT À MARCHA CONTRA A HOMOFOBIA EM REPÚDIO ÀS AGRESSÕES A MANIFESTANTES PELA POLÍCIA EM SÃO PAULO

NOTA PÚBLICA DO FÓRUM PAULISTA LGBT

À MARCHA CONTRA A HOMOFOBIA


EM REPÚDIO ÀS AGRESSÕES A MANIFESTANTES PELA POLÍCIA EM SÃO PAULO



O Fórum Paulista LGBT vem a público, nesta Marcha contra a Homofobia que se realiza hoje, convocada em protesto contra os ataques homóficos ocorridos nos últimos tempos na cidade de São Paulo, manifestar antes de tudo nossa total adesão e compromisso com a mobilização para este importante ato, uma vez que entendemos que é somente expressando nossas demandas e fazendo pressão sobre as autoridades e os poderes constituídos que chegaremos ao pleno respeito à diversidade de orientação sexual e identidade de gênero. Por isso, nesta jornada de luta, queremos também manifestar nosso repúdio frente à truculência da Polícia de São Paulo em relação a militantes que foram às ruas para se opor ao abusivo aumento da tarifa de ônibus.



Em 17 de fevereiro, várias pessoas foram agredidas com gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetes pela PM em frente à Prefeitura de São Paulo. Entre elas, um jovem assistente social foi brutalmente espancado por vários policiais, com chutes e golpes de cassetetes, mesmo quando já estava imobilizado no chão, ação que foi documentada por fotos e vídeo. Encontra-se hospitalizado e deverá, inclusive, passar por cirurgia. Repudiamos esta e qualquer outra forma de violência e exigimos que os fatos sejam rigorosamente apurados e os responsáveis, punidos. Somos totalmente solidários a este militante e ao Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo, que está à frente do caso.



É um direito legítimo da população paulistana expressar sua discordância frente à elevação abusiva do preço da passagem ao valor de R$ 3,00, bastante superior até mesmo ao custo de um litro de gasolina, numa clara sinalização de não priorizar o transporte coletivo em detrimento dos automóveis como que se locomovem um número bem menor de indivíduos. Chega a ser criminoso o fato de a Prefeitura de São Paulo, com tal tarifa, privilegiar os ricos e a classe média, sacrificando em contrapartida os mais pobres.



Talvez alguns – que participam desta Marcha – se perguntem o que aquele protesto tem a ver com nós, LGBTs. A verdade é que, se nos calarmos diante das injustiças (tanto o aumento do ônibus quanto a repressão aos protestos legítimos), estaremos sendo coniventes com elas. Elas implicam no cerceamento de nosso direito de ir e vir, pois a passagem mais cara nos obriga a reduzir o número de viagens para ir ao trabalho, para estudar ou simplesmente circular pela cidade. De que adianta termos uma cidade sem homofobia se não podemos usufruir as possibilidades que ela nos oferece, se somos obrigados a ficar em casa por falta de dinheiro?



Devemos nos opor contra tudo aquilo que limita a nossa liberdade, afinal a luta contra a opressão vai muito além do direito – que hoje aqui reivindicamos – de andar de mãos dadas, beijar ou manifestar afeto por alguém do mesmo sexo. Liberdade de caminhar pelas ruas e usar o transporte coletivo do jeito que somos, com nossos corpos, sem ter de esconder nada de ninguém, pois temos orgulho de sermos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.





FÓRUM PAULISTA LGBT



São Paulo, 19 de fevereiro de 2011
 

Acompanhar este Blog

Blog do PH Copyright © 2009 Blog desenvolvido por AgenciaDigital.Org