segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Carta de Tomás Hirsch sobre a Prisão Política de Patricia e dos Mapuches

Liberdade para Patricia Troncoso e para o povo mapuche

Governo do Chile continua atropelando os Direitos Humanos


Queremos chamar a atenção internacional para denunciar o maltrato que está sofrendo o povo mapuche por parte do governo chileno e para solidarizar com Patricia Troncoso, membro da comunidade mapuche, prisioneira numa prisão chilena, que está a mais de 100 dias em greve de fome.


A vida de Patricia Troncoso está correndo sério risco vital. O governo chileno pode resolver esta dramática situação respondendo favoravelmente a suas duas simples demandas: saida dominical e translado a um centro penitenciário agrícola.


A luta do povo mapuche é a de todos os povo originários, não tem fronteiras administrativas artificiais pois se enlaça com o reconhecimento que nossa América Latina está conformada por múltiplas nações e povos, os quais durante mais de 500 anos tem sido discriminados, marginalizados e perseguidos.


O processo movido contra Patricia está cheio de irregularidades: duas vezes foi declarada inocente; mas apesar disto, o governo chileno lhe aplicou uma lei criada pela Ditadura Militar chamada" Lei Antiterrorista" através da qual se usaram testemunhas sem rostos e aos quais se lhes pagou uma grande quantidade de dinheiro para que testemunhasssem contra Patricia.


Patricia e milhares de camponeses mapuches que vivem em comunidades indígenas encurraladas por empresas florestais multinacionais e fazendas privadas, têm sido atropelados nos seus mais elementares direitos humanos, sofrendo perseguições, torturas, provocações e humilhações por parte das forças militarizadas da policia chilena e pelo sistema judicial imperante.


O atual estado de saúde de Patrícia é muito critico de acordo com o informe elaborado por uma junta médica, formada por solicitação expressa da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Esta junta médica recomenda – entre outras cosas - seu translado urgente a um Hospital de Santiago de Chile. Não obstante isto, Patricia continua algemada a seu leito num hospital de província, incomunicada, e inclusive lhe negaram a possibilidade de comunicação telefônica com o Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.


Nos parece realmente vergonhoso e inaceitável o proceder do Governo do Chile contra uma muher que está en risco de vida e que simplesmente clama por justiça para ela e para seu povo.


Exigimos a imediata solução a esta situação de Patrícia Troncoso e do povo mapuche.


Pedimos que a presidente de Chile, Michelle Bachelet, se comunique de coração a coração com este povo e inicie um diálogo direto para reparar as injustiças causadas.


Tomás Hirsch

Porta-voz do Humanismo para América Latina.


 
 

Libertad para Patricia Troncoso y para el pueblo mapuche

Gobierno de Chile continúa atropello de Derechos Humanos


Queremos llamar la atención internacional para denunciar el maltrato que está sufriendo el pueblo mapuche por parte del gobierno chileno y para solidarizar con Patricia Troncoso, comunera mapuche, prisionera en las cárceles chilenas, quien lleva más de 100 días en huelga de hambre.


La vida de Patricia Troncoso está en serio riesgo vital. El gobierno chileno puede resolver esta dramática situación respondiendo favorablemente a sus dos simples demandas: salida dominical y traslado a un centro penitencial agrícola.


La lucha del pueblo mapuche es la de todos los pueblos originarios, no tiene fronteras administrativas artificiales pues se enlaza con el reconocimiento que nuestra América Latina está conformada por múltiples naciones y pueblos, los cuales durante más de 500 años han sido discriminados, marginados y perseguidos.


El proceso en contra de Patricia ha estado lleno de irregularidades: dos veces fue declarada inocente; pese a ello, el gobierno chileno le aplicó una ley creada por la Dictadura Militar llamada"Ley Antiterrorista" a través de la cual se usaron testigos sin rostros y a los cuales se les pagó una gran cantidad de dinero para que testificaran en su contra.


Patricia y miles de campesinos mapuches que viven en comunidades indígenas acorraladas por empresas forestales multinacionales y haciendas privadas, han visto atropellados sus más elementales derechos humanos, sufriendo persecuciones, torturas, allanamientos y vejaciones por parte de las fuerzas militarizadas de la policía chilena y por el sistema judicial imperante.


El actual estado de salud de Patricia es muy crítico de acuerdo al informe elaborado por una junta médica, formada por solicitud expresa de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos. Esta junta médica recomienda –entre otras cosas- su traslado urgente a un Hospital de Santiago de Chile. No obstante esto, a Patricia se la mantiene engrillada a su camilla en un hospital de provincia, incomunicada, e incluso se le ha negado la posibilidad de comunicación telefónica con el Secretario Ejecutivo de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos.


Nos parece realmente vergonzoso e inaceptable el proceder del Gobierno de Chile en contra de una mujer que está en riesgo vital y que simplemente clama por justicia para ella y para su pueblo.


Exigimos la inmediata solución a la situación de Patricia Troncoso y del pueblo mapuche.


Pedimos que la presidenta de Chile, Michelle Bachelet, se comunique de corazón a corazón con este pueblo e inicie un diálogo directo para reparar las injusticias causadas.


Tomás Hirsch

Vocero del Humanismo para Latinoamérica

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