quarta-feira, 5 de março de 2008

Posição do Humanismo sobre a ação violenta da Colômbia no Equador

Segue abaixo o posicionamento (traduzido ao português) do Porta-Voz do Humanismo na América Latina, Tomás Hirsch, sobre a ação militar da Colômbia em território equatoriano.

Obs: estamos preparando um ato no dia 19 de março.


Aos povos e governos da América Latina

Condenamos energicamente a sanguinária incursão militar do governo colombiano em território equatoriano.

O processo de transformações na América Latina está passando por um momento crítico. Hoje mais do que nunca é necessário acelerar os projetos de união política, económica e cultural.
Necessitamos paz para a transformação econômica, a recuperação dos recursos naturais, e a recuperação dos direitos políticos dos povos.
Necessitamos que Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua fortaleçam e consolidem seus processos de transformação. Os humanistas da América e do mundo continuaremos oferecendo nosso apoio com decisão.
Assim mesmo, valorizamos aos outros governos da região con clara orientação progressista, e esperamos que aprofundem tal orientação em processos refundacionais, com ampla participação de seus povos.
Não necessitamos linguagens beligerantes, nem aventuras bélicas.
O presidente de Colômbia, Álvaro Uribe, ao se associar estreitamente ao presidente Bush, não soube trazer a paz a seu próprio país e quer exportar sua lógica de guerra à região. A incursão armada de Uribe e a matança realizada em território equatoriano é inaceitável e deve ser sancionada pela comunidade internacional.
Porém este conflito que trata de gerar o governo norte-americano em nossa região, não vai se resolver com  ameaças de guerra, nem com mobilizações de exército. A Era Bush está a ponto de terminar e é muito provável que a inteligência e a cordura regressem também à América do Norte. Enquanto isso, necessitamos unidade, paz e paciência, e fortalecimento da ação não-violenta de organizações sociais, políticas e culturais da região.
Hoje, quando a integração latino-americana quer avançar sustentada em processos como os que lideram Evo Morales, Hugo Chávez, Rafael Corrêa e Daniel Ortega, é necessário que as FARC abandonem sua proposta de insurgência armada, liberem a todos os sequestrados e comecem um caminho de pacificação e apoio ao processo de integração latino-americana.
Frente à ameaça gerada, ganha mais relevância que nunca a revolucionaria decisão do presidente Evo Morales de incluir na nova Constituição o repúdio da guerra como forma de solução dos conflitos. É o momento de que esta decisão seja seguida por todos os países da região.
Os movimentos sociais do continente não podemos nos equivocar neste momento chave da situação atual. O caminho contra a violência exercida pelas instituições econômicas e políticas do sistema não é a guerra e não é a violência. Nossa ação, em todos os casos, deve priorizar a vida humana, a saúde da população, a educação da população e não há nenhuma outra prioridade. Nossa ação é a unidade do movimento social latino-americano para reduzir o poder do capital e fortalecer a decisão e participação dos povos.


Tomás Hirsch
Porta-voz do Humanismo para América Latina


4 de março de 2008


A los pueblos y gobiernos de América Latina

 

Condenamos enérgicamente la sanguinaria incursión militar del gobierno colombiano en territorio ecuatoriano.

El proceso de transformaciones en Latinoamérica está pasando por un momento crítico. Hoy más que nunca es necesario acelerar los proyectos de unión en lo político, económico y cultural.

Necesitamos paz para la transformación económica, la recuperación de los recursos naturales, y la recuperación de los derechos políticos de los pueblos.

Necesitamos que Venezuela, Ecuador, Bolivia y Nicaragua fortalezcan y consoliden sus procesos de cambio. Los humanistas de América y del mundo continuaremos ofreciéndoles nuestro apoyo con decisión.

Asimismo, valoramos a los otros gobiernos de la región con clara orientación progresista, y esperamos que profundicen dicha orientación en procesos refundacionales, con amplia participación de sus pueblos.

No necesitamos lenguajes beligerantes, ni aventuras belicosas.

El presidente de Colombia, Álvaro Uribe, al asociarse estrechamente al presidente Bush, no ha sabido traer la paz a su propio país y quiere exportar su lógica de guerra a la región. La incursión armada de Uribe y la matanza realizada en territorio ecuatoriano es inaceptable y debe ser sancionada por la comunidad internacional.

Pero este conflicto que trata de generar el gobierno norteamericano en nuestra región, no se va a resolver con amenazas de guerra, ni con movilizaciones de ejército. La Era Bush está a punto de terminar y es muy probable que la inteligencia y la cordura regresen también a Norteamérica. Mientras tanto, necesitamos unidad, paz y paciencia, y fortalecimiento de la acción no-violenta de organizaciones sociales, políticas y culturales de la región.

Hoy, cuando la integración latinoamericana quiere avanzar sustentada en procesos como los que lideran Evo Morales, Hugo Chávez, Rafael Correa y Daniel Ortega, es necesario que las FARC abandonen su planteo de insurgencia armada, liberen a todos los secuestrados y comiencen un camino de pacificación y apoyo al proceso de integración Latinoamericana.

Frente a la amenaza generada, cobra más relevancia que nunca la revolucionaria decisión del presidente Evo Morales de incluir en la nueva Constitución el rechazo de la guerra como forma de solución de los conflictos. Es el momento de que esta decisión sea seguida por todos los países de la región.

Los movimientos sociales del continente no podemos equivocarnos en este momento clave de la situación actual. El camino contra la violencia ejercida por las instituciones económicas y políticas del sistema no es la guerra y no es la violencia. Nuestra acción, en todos los casos, debe priorizar la vida humana, la salud de la población, la educación de la población y no hay ninguna otra prioridad. Nuestra acción es la unidad del movimiento social latinoamericano para reducir el poder del capital y fortalecer la decisión y participación de los pueblos.

Tomás Hirsch

Vocero del Humanismo para Latinoamérica

4 de marzo de 2008

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