segunda-feira, 10 de março de 2008

Recomendações de SILO ao Movimento no momento atual

Recomendações de SILO ao Movimento no momento atual

28 de fevereiro de 2008


O liberalismo e o neo-liberalismo desapareceram. São todos monopolistas, centralistas, não existe o neo-liberalismo. O dia menos pensado não vão respeitar a propriedade privada e mudarão a economia para controlar tudo. Vão mexer com a propriedade privada, são todos monopolistas. O liberalismo está morto, são protecionismos, monopólios, dirigismos, centralismos, inclusive não seria surpresa  que se metessem com a propriedade privada no marco de uma economia dirigista em que tudo está controlado.

Parece que a coisa fosse simples, mas é mais complexa.

Há muitas coisas que estão em processo e não as podem parar, crise econômicas progressivas, o transbordamento das populações. Não poderão parar este processo com a polícia. Inclusive a gente da mesma geração começa a matar-se entre eles. Consideram os jovens como delinqüentes e mesmo às crianças como potenciais criminosos. Utilizam a polícia como "preventiva".

A criminalidade cresce. Como não vai crescer a criminalidade, como não?

Estão mal os podersos, estão muito loucos. Com seu fracasso nos narizes, tudo vai-lhes saindo mal. Estão muito raivosos e o mau é que nesses raivosos está a concentração do poder. Odeiam à humanidade. Imaginem que estado interno!... Enchem-se de pílulas para despertar, para levantar-se, para ir dormir, abominável!

Nós não temos nada a ver com isso, se eles fizerem uma confusão o que temos a ver? E as populações estão tão pouco esclarecidas que votam aos que os prejudica mais. Como é isso?

Assim que um pouco de tranqüilidade.

Mas, por aí andam os humanistas e o primeiro que deveríamos fazer é esclarecer minimamente o que é o Humanismo, o que fazemos, para onde vamos.? Isto merece ser feito! Ninguém explica nada. Esse é o Humanismo, é difícil, mas terá que ser feito, minimamente fomentar o esclarecimento: que coisas não fazem os humanistas, que coisas fazem. Isto não se faz em duas lições. Não é uma tarefa fácil, a gente não tem muito tempo, não estamos falando de coisas pesadas, um militante humanista deve estudar um pouquinho, deve poder explicar um pouquinho, alguém poderia dizer que vai perder tempo, que tem muita atividade. O humanista deve fazer esclarecimento interno para poder fazer esclarecimento externo e não render-se nesse momento em que ninguém esclarece a ninguém. Mas não terá que render-se nisto de esclarecer a outros. É uma das tarefas prioritárias refletir sobre o que está acontecendo, os humanistas algo podem fazer nesse campo: esclarecer. É uma tarefa a considerar. Outros dirão que há coisas mais importantes. Além de fazer coisas, convém esclarecer embora pareça uma perda de tempo.

Esta é uma das tarefas importantes do Humanismo, uma tarefa que hoje não está nas mãos de ninguém. É uma tarefa suave mas fundamental.

O que acontece é que nossa gente está imersa no meio e anda nesse clima. Tampouco os nossos são alheios à desestruturação, nem imunes ao sim e ao não. O sim e o não, estão em suas cabeças. Mas convém refletir sobre o que significa ser humanista, é o menos que se pode fazer. Há capacidade de reflexão e convém fazê-lo, não apenas slogans e fazer atividades sem direção.

Devemos fazer uma volta sobre nós mesmos: "a ação reflexiva". Sobre tudo nestas épocas de falta de direção. O humanismo tem que fazer uma reflexão sobre si mesmo, sobre tudo em momentos tão carentes. Um pouco de reflexão do Humanismo sobre o Humanismo, do militante sobre a militância. Que menos! É um desperdício, um despropósito, uma perda de energia, o fato de não fazer uma reflexão sobre si. Não sabemos como será isto, em que forma se fará, se serão fóruns, cursinhos, assembléias, seminários, etc... Que não se possa tocar este tema, é demais!

Os jovens estão colocados também neste meio. Alguém tem que fazer-se cargo deste assunto e outros não o vão fazer, isto não vai contra do ativismo. Senão terminamos repetindo slogans como a cretinagem.

O Humanismo no momento atual é sem dúvida e de longe o mais avançado pelo menos em matéria social.

Não falamos de algo pontual, mas sim de algo geral que deveríamos esclarecer, dando direção à sensibilidade, falar de nós.

Se o tema do esclarecimento não se discute porque não é tema, é um despropósito.

Nosso humanismo não é o de 500, 1.000 anos ou 2.000 anos atrás. Se não houver esclarecimento pode acontecer qualquer coisa. O Humanismo é algo grande, universal. Mas às vezes a gente se encerra em um Humanismo regionalista. O Humanismo é supra-cultural, basicamente é universalista. Agora que estão falando da diversidade, podemos falar.

O cuidado do Humanismo é uma coisa linda, não é que tenhamos que ser paternalistas. Mas se pode fazer uma reflexão. Depois terminará aplicando sua compreensão à prática concreta. Já existe uma pré-condição na cabeça da gente. Estes são processos e os humanistas estão metidos em um momento social e histórico. O sim e o não também estão nos humanistas. É uma coisa que deve ser considerada, valorizada. Como não vamos valorizar o esclarecimento?

Não é exatamente uma filosofia, mas sim uma sensibilidade. Hoje todos falam do global, do diverso. Devemos cuidar do Humanismo!

O Humanismo quanto a militância, posta em marcha de uma direção, necessita absolutamente ter uma estruturação. Move-se no mundo das pessoas, do sofrimento, da discriminação e merece esclarecer sua ação. Não é como a Mensagem. Não tem por quê ser desestruturado. Não pretenda estruturá-lo mantendo níveis e verticalidades; serão estruturas mais flexíveis, mas esclarecidas. São estruturas ao fim, que se comprometem com suas ações, mas essas estruturas tem que ser flexíveis, como bem o têm descoberto nossos amigos. Não tem por que pensar que é um desastre de estruturação. Não será a estrutura clássica, mas sim mais flexível, pessoas que concordam, que colocam ações em marcha. Não se está falando das mesmas estruturas de antes já que tudo se acelera e muda. Hoje devemos nos adaptar aos novos tempos e manter principalmente uma direção, e não de qualquer maneira. A direção tem que estar clara, o projeto deve estar claro, os prazos devem estar claros. Flexíveis mas com reflexão.

Não são estruturas frouxas, os Conselhos deveriam ter consistência mas ser flexíveis de acordo ao momento, não entrar na desestruturação da época, não pretenda se desestruturar. Não é por aí. A desestruturação vai avançando, não tem por que ser seguida como um exemplo. Não tem por que fazer o que as pessoas fazem, devemos reconhecer nossa identidade e reconhecer o que somos.

Faz falta claridade! São pessoas simpáticas as nossas, mas isso não é suficiente neste campo, nesta incerteza em que vivemos. Vê-se uma certa carência nos humanistas, não está bem. É parte de um processo, dir-se-á, mas vai chegar o momento da necessidade das pessoas, pedindo referências e como você vai responder? Ao perder toda referência, quase Pavlovianamente você se prende do primeiro que aparece. Socialmente se estão formando fortes tendências à busca de referências. É tamanha a desestruturação que há nas pessoas que isso vai acontecer e pode ser que os humanistas sejam a referência, já se está formando essa busca de referências. Se a gente estiver atento veremos que há um vento a favor. Tal confusão e tal desorientação necessariamente se vai produzindo em um mundo carente e os humanistas devem sabê-lo. Esclarecer. Criar fenômenos participativos de convergência, neste momento você pode estruturar melhor que antes, pode estruturar de maneira distinta e melhor que no momento anterior.

As estruturas não terá que as relacionar com verticalidades, com concentração de poder, são estruturas diferentes das do momento anterior. Agora pode mudar o passo, não antes. Há muitas coisas ao longo dos anos, há muitas coisa estruturada, há um estilo. Não o faça centralizando. Merece fazer-se!

Não o vai fazer seguindo os mandatos do momento atual: "rapazes, desestruturem-se!"; Não é assim, não é geléia.

E quando a gente comece a pedir-lhe orientação, respeito a como organizar-se, você vai pensar que se ficaram loucos.

Coloque direção nos atos humanos. É essencial ao ato humano a intencionalidade da consciência que dá direção. Sim que terá que estruturar, mas bem. Façamos uma coisinha a mais porque essa sensibilidade está.

As pessoas inteligentes de cada lugar saberão o que fazer. Você me diz que é orientador da diversidade desestruturada?

De que processo venho? Aonde vou? Vai dar direção, referência? Olhe que interessante tomar essa coisa da Mensagem e nos referir à coisa militante, de onde você vem todos estes anos.

Vamos lançar aos Parques estas idéias a todos, mas precisa de um impulso. Nos Parques, há humanistas, amigos, gente da Mensagem, militantes sociais, culturais, políticos. Tudo isto requer algum empurrãozinho. A transmissão mensal não vai dirigida aos grandes conjuntos humanos, às pessoas em geral, vai dirigida aos Parques.

Os humanistas têm uma coisa especial e perdê-la é um despropósito histórico.

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Logo, em pé, responde a uma pergunta...


Estamos em um momento difícil; perigoso, está-lhes saindo todo mal e podem fazer qualquer desastre. Estão furiosos, estão raivosos, isso não seria problema, mas esses que estão furiosos são os que têm o poder.

Diante de uma pergunta pontual, responde: "Os conjuntos existem e não somente os indivíduos desestruturados. Os conjuntos são muito importante. As estruturas verticais não necessariamente lhe permitem mover grandes conjuntos. Que cada um faça o que queira.

Diante de outra pergunta, responde: "Se as coisas mudarem abaixo, na forma de organização das estruturas, também deveriam mudar acima. Não pode mudar as formas abaixo e manter requisitos que correspondem a uma forma anterior de estruturação".

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