segunda-feira, 12 de maio de 2008

FEDERALIZAÇÃO DA FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ

ENCONTRO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PELA FEDERALIZAÇÃO DA

FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ

Uma vez que a média de anos de estudos das pessoas de 17 a 24 anos de idade da Região Sudeste do Brasil é de 8,7 anos, correspondendo tão somente ao Ensino Fundamental; e que só no ano de 2007 foi instalada uma universidade pública no ABC paulista, que garante apenas 1500 vagas para os 2.354.722  habitantes da região.

Considerando que no estado de São Paulo só contamos com três universidades públicas e que as mesmas são freqüentadas por mais de 80% de jovens vindos do ensino particular, com a melhor renda per capta do país e, mesmo assim, atendem somente um número reduzido de jovens.

Vemos a urgente necessidade da garantia do ensino superior público, gratuito e de qualidade para todos.

Ao mesmo tempo, a Fundação Santo André é uma Faculdade Municipal (ou seja, PÚBLICA), que desde sua criação cobrou mensalidades baixas sempre abaixo do salário mínimo para apenas manter seus custos de manutenção, fornecendo ensino de excelente qualidade, do qual se beneficiaram os filhos dos assalariados e trabalhadores de toda a região do ABC; e por sua vez contribuiu e muito para a formação oficial dos jovens da região, bem como de toda a Grande São Paulo, com o  oferecimento de bons professores (em média 1200 por ano) às redes de ensino público e privado.

Mas, desde 2002 este patrimônio vem sendo destruído: acabaram-se os subsídios públicos, que muito contribuíam para as baixas mensalidades; hoje os gastos administrativos somam de 45 a 60% das receitas das mensalidades; o aumento dos juros bancários pagos pela instituição é de 5162%; existe uma cerrada perseguição política aos professores que discordam da forma de administrar o "Centro Universitário"; e os cursos foram totalmente precarizados, ao ponto de no ano de 2008 dos 11 cursos de Licenciatura somente 3 abrirem primeiros anos.

Estas práticas que visam a privatização completa da educação e seu sucateamento (ensino à distância, salas e laboratórios lotados e precários, projetos pedagógicos voltados ao lucro e não ao ensino, à pesquisa e à extensão) são implementadas à partir de ordens diretas do Banco Mundial/FMI, cujos agentes no país são o MEC, e os Governos Federal, Estadual e Municipal.

Diante desta situação caótica em que se encontra a FSA e o ensino público do país Nós Estudantes e Professores do Centro Universitário Fundação Santo André convidamos a todos para participarem do Encontro em Defesa de Educação Pública e Pela Federalização da FSA que faremos realizar no próximo dia 17 de maio de 2008 das 9h às 18h, para traçarmos  perspectivas de garantir o ensino  público, gratuito e de qualidade para todos.

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