terça-feira, 24 de junho de 2008

Deliberações da Greve dos Professores de SP

60 mil professores reunidos no MASP aprovam:

A GREVE CONTINUA!

Os cerca de 60 mil professores que participaram da assembléia geral
estadual, realizada na sexta-feira, 20, no vão livre do MASP, na
avenida Paulista, rejeitaram a proposta de reajuste – de até 12% --
anunciada pelo governo na quinta-feira, e decidiram manter a greve
iniciada dia 13, exigindo a revogação do Decreto 53037 e da Lei 1041.
Além disso, os professores reivindicam um reajuste que reponha as
perdas salariais acumuladas desde 1998 – que chega a um índice de 35%
--, a incorporação imediata de todas as gratificações, extensiva aos
aposentados, e o fim da política de bônus. Estudos realizados pela
subseção do Dieese, a arrecadação do ICMS vem batendo recordes, o que
possibilita ao governo incorporar todas as gratificações imediatamente
e ainda oferecer um índice de reajuste aos professores. Ou seja,
dinheiro há. O que falta é vontade política para melhorar a Educação
Pública no Estado de São Paulo.

A APEOESP mantém ainda a reivindicação pela realização de concurso
público estadual classificatório, considerando-se o tempo de serviço
de cada docente.

Ao final da assembléia, a APEOESP participou, na Praça da República,
do ato unificado da Educação, junto com o CPP, a Udemo, a APAMPESP, a
Afuse e a APASE. Estas entidades devem realizar assembléias a partir
desta semana.

Calendário aprovado:

* Dias 23, 24 e 25: visita às escolas e reunião com pais
* Dia 24: Audiência Pública "Direito à Vida: a Lei 1041 e as
doenças profissionais dos professores", 14 horas, Assembléia Legislativa
* Dia 26: assembléias regionais (as subsedes devem obedecer a data
para a realização de assembléia)
* Dia 27: Assembléia Geral Estadual, às 15 horas, no vão livre do MASP

Nossas reivindicações:

* Revogação do Decreto 53037 e da Lei 1041
* Reajuste salarial já, que reponha as perdas salariais
* Incorporação das gratificações aos salários com extensão aos
aposentados
* Realização de concurso público classificatório para todas as
disciplinas
* Um novo Plano de Carreira;
* Fim da aprovação automática;
* Liberdade de cátedra;
* Extensão do ALE para todas as unidades;
* Gestão democrática e autonomia da escola;
* No máximo 35 alunos por sala;
* Melhores condições de trabalho;
* Garantia de emprego e estabilidade a todos os professores.

DIA 27 DE JUNHO – 15 HORAS – VÃO LIVRE DO MASP

Por Favor:

repassem para o maior número de pessoas que puderem estas informações!!!
Postado por Laís às 20:11 0 comentários Links para esta postagem
ATENÇÃO!!! Audiência pública terça feira, Pelo direito à vida!!
Senhores professores, senhoras professoras,
Por solicitação da APEOESP, será realizada no dia 24 de junho, terçafeira,
das 14 às 18 horas, no auditório Franco Montoro da Assembléia
Legislativa do Estado de São Paulo (avenida Pedro Álvares Cabral, 201 –
Andar Monumental – Ibirapuera – São Paulo Capital), audiência pública
sobre "Direito à Vida: a Lei 1041/2008 e as doenças profissionais do
professores".
Como é amplamente conhecido, a Lei 1041/2008, de autoria do governador
José Serra, limita a 6 (seis) faltas abonadas ao ano o direito dos
servidores estaduais a consultas médicas e tratamentos de saúde. Se este
é um ataque violento aos direitos de todo o funcionalismo, é
particularmente
grave no caso dos professores e professoras, vítimas de diversas
doenças profissionais.
Pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas da APEOESP,
em conjunto com a subseção do DIEESE/APEOESP corroborou resultados
de outras pesquisas sobre a saúde do professor, demonstrando que a
categoria é atingida por doenças como LER, tendinites, depressão,
problemas
de voz, entre tantas outras enfermidades decorrentes das más condições
de trabalho que lhes são impostas nas unidades escolares.
O governo estadual pretende resolver o problema das faltas de professores
punindo os profissionais com a restrição do abono de ponto
para tratamentos médicos quando deveria, isto sim, assegurar condições
adequadas de trabalho nas escolas e atendimento médico adequado a
todos e todas.
Pelo exposto, devemos comparecer em peso à audiência pública do
dia 24 de junho, para que possamos manifestar nossa insatisfação e nossos
pontos de vista sobre as medidas tomadas pelo governo estadual, assim
como discutir com os órgãos estaduais e federais que foram convidados
a participar do debate (todos com estudos realizados a respeito da
saúde dos professores) as implicações destas medidas e os encaminhamentos
para a sua solução.

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