sexta-feira, 11 de julho de 2008

Posição sobre o Referendo na Bolivia no dia 10/08

Frente a proximidade do Referendo Revogatório convocado para o dia 10 de Agosto pelo Congresso Nacional, mediante a Lei da República, como uma alternativa legal e legítima que nos permitiria esclarecer o verdadeiro sentir da maioria do povo boliviano, mediante uma instância de participação livre e democrática, sem pressões nem ameaças, os humanistas fazemos pública nossa posição á respeito:


Sustentamos:


Que o Referendo Revogatório é uma grande oportunidade democrática para frear as aspirações divisionistas de grupos de poder econômico, provenientes de um modelo neoliberal decadente, que buscam á todo custo frear o processo de mudança na Bolívia.

Ante tão importante evento, é fundamental fortalecer a unidade das correntes progressistas que apóaim o processo de mudança que o povo boliviano decidiu empreender.


Que é indispensável compreender que o povo da Bolívia foi, e é, uma referência e uma esperança para outros países, pelas características deste processo de mudanças que busca a justiça e a dignidade social, a igualdade de oportunidades para todos, a recuperação dos recursos naturais, da terra e do território, além dos serviços básicos instituídos como direitos humanos, a renúncia á guerra, entre outros avanços. E especialmente, nestes momentos de artificial confrontação de poderes, o aprofundamento da democracia real através da decisão direta do povo sobre a continuidade ou não deste processo de mudanças através das urnas. Deste modo, atualmente, vão aparecendo em alguns casos e se fortalecendo em outros, diferentes movimentos progresistas que se encaminham numa direção comum: a liberação e integração dos povos latino-americanos, não somente pelo rechaço ás pretensões de domínio do Império Estadounidense na região, senão que agora mediante o exemplo que significa a luta não-violenta e completamente democrática favorecida, que pretende contribuir á união solidária na diversidade no nosso continente.


Como humanistas, aspiramos o desenvolvimento de processos revolucionários não-violentos, de verdadeira participação cidadã e democratização na tomada de decisões, tendo como horizonte uma convivência plural e diversa, com igualdade de direitos e oportunidades para todos.


Para alcançar estas aspirações, é necessário gerar o mais rápido possível, mecanismos que permitam sair da injusta exclusão a que foram submetidos, durante toda a história republicana, amplos setores da população, e, particularmente os povos indígenas.


É urgente ratificar e aprofundar o processo de mudanças inclusive na estructura do governo atual, con a inclusão e participação dos movimentos sociais, como atores protagonistas na condução do processo.


Deve-se atender á continuidade do processo de mudanças, aprofundando a simultaneidade de transformações sociais e pessoais dos vários atores da política, da econômia e do manejo público do Estado.


Boa parte dos dirigentes cívicos que instigam o divisionismo e o racismo, formaram parte dos governos anteriores. Os mesmos que se caracterizaram pelo autoritarismo, pela impunidad, pela concentração irrestrita de poder político e econômico e, sobretudo, por uma corrupção exacerbada.


É necessário que o Estado Boliviano dê sinais claros, para sancionar e condenar no marco das leis vigentes, qualquer tipo de agressão violenta e racista, protagonizadas por gangues de choque do poder econômico, como a chamada "Unão Juvenil Cruzenhista".


Como humanistas, ratificamos nosso apoio á:


* Nacionalização e industrialização dos recursos naturais;

* Inclusão social, política e econômica das grandes maiorias indígenas;

* Eliminação da pobreza;

* Democratização real e participativa da sociedade;

* Aprovação da Nova Constituição Política de Estado, entendendo que é um passo significativo na direção da mudança querida pelo povo boliviano. Por sua vez, contém uma vocação profunda de "Bolívia como um estado pacifista" que rechaça toda guerra de agressão como instrumento de solucão aos conflitos entre Estados, marcando assim históricamente a convivência fraternal entre nosso país e os pueblos da América-Latina.



Declaramos:


Nossoo apoio ao aprofundamento do processo de mudanças em nosso país, por o qual expresamos com um SIM á continuidade do presidente Evo Morales.


Sustentamos que os grupos do poder econômico na Bolívia, interessados em desestabilizar o governo atual, têm como expressão os governadores das províncias de La Paz, Cochabamba, Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando. Por isso consideramos que o povo deve revogá-los em seus mandatos, por propiciar o enfrentamento e o divisionismo na Bolívia; em tal sentido, nossa postura é um NÃO á estes governadores.


Finalmente, fazemos um chamado ao povo de Sucre, especialmente á sua cidade, para que levante a voz de maneira não-violenta e se manifeste contra o Comitê Interinstitucional que se converteu em um instrumento dos grupos do poder econômico do país que buscam á todo custo manter seus grandes lucros e a concentração de grandes extensões de terra, além de outros privilégios, ao custo das grandes maiorias do povo boliviano, propiciando a conformação de grupos fascistas, que com base em agressões violentas e racistas buscam intimidar a população . Por tanto, é a oportunidade para a Governadora eleita Sabina Cuellar de livrar-se destes intereses, e retomar o caminho do processo de mudanças, para que nunca mais se dêem manifestações de humilhação e racismo, que envergonham a população de Sucre.


Não-violência é força

Humanistas - Bolívia

 

Reenviado e Traduzido por Thiago Cezar


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