domingo, 22 de novembro de 2009

O significado da Paz e da Não-violência no momento atual. A Marcha Mundial.

Silo - Berlim, 11/11/2009.

Uma marcha percorre o mundo. É a Marcha pela Paz e Não-violência.

Sobre isso falarei brevemente diante deste fórum, em caráter de fundador do Humanismo Universalista e inspirador da mencionada Marcha. Esta, por sua vez, vai dinamizando diversas iniciativas e atividades, como o percurso simbólico de uma equipe de entusiastas que se deslocará durante três meses, através de vários países, tendo começado neste último 2 de outubro, em Wellington, Nova Zelândia, para terminar em 2 de janeiro de 2010, aos pés do monte Aconcágua, em Punta de Vacas, entre a Argentina e o Chile.

A Marcha foi lançada durante o Simpósio do Centro Mundial de Estudos Humanistas, no Parque de Estudo e Reflexão de Punta de Vacas, em 15 de novembro de 2008, ou seja, há um ano, com a clara intenção de criar consciência diante da perigosa situação mundial que atravessamos, marcada pela elevada probabilidade de conflito nuclear, pelo armamentismo e pela violenta ocupação militar de territórios.

Essa proposta de mobilização social é impulsionada pelo Movimento Humanista e seus organismos. Em poucos meses, a Marcha Mundial suscitou a adesão de milhares de pessoas, de grupos pacifistas e não-violentos, de diversas instituições que trabalham a favor dos Direitos Humanos, de personalidades do mundo da ciência, da cultura e da política, sensíveis à urgência do momento. Também inspirou grande quantidade de iniciativas em mais de cem países, configurando um fenômeno de diversidade cultural em veloz crescimento. Nessa ordem de idéias, devo comunicar que à equipe base inicial somou-se outra que está percorrendo vários países do Oriente Médio e uma terceira equipe que está percorrendo a América Central...

Bem sabemos que a situação atual é crítica em todas as latitudes e está caracterizada pela pobreza de vastas regiões, pelo enfrentamento entre culturas e pela violência e discriminação que poluem a vida cotidiana de amplos setores da população. Atualmente, existem conflitos armados em numerosos pontos e, simultaneamente, uma profunda crise do sistema financeiro internacional. A tudo isso soma-se a crescente ameaça nuclear que é, em suma, a máxima urgência do momento atual. Essa é uma situação de grande complexidade. Aos interesses irresponsáveis das potências nucleares e à loucura de grupos violentos com possível acesso a material nuclear de reduzidas dimensões devemos adicionar o risco de acidente, que poderia detonar um conflito devastador.

Todo o anterior não é uma soma de crises particulares, e sim o quadro que evidencia o fracasso global de um sistema cuja metodologia de ação é a violência e cujo valor central é o dinheiro.

Para evitar a catástrofe atômica que parece ameaçar o mundo em um futuro mais ou menos imediato, devemos trabalhar hoje mesmo, superando a violência social e pessoal, ao mesmo tempo em que exigimos:

1. o desarmamento nuclear mundial;

2. a retirada imediata das tropas invasoras dos territórios ocupados;

3. a redução progressiva e proporcional dos armamentos de destruição massiva;

4. a assinatura de tratados de não-agressão entre países; e

5. a renúncia dos governos a utilizar as guerras como meio para resolver conflitos.

O urgente é criar consciência sobre a paz e o desarmamento. Mas também é necessário despertar a consciência da Não-violência Ativa que nos permita rechaçar não só a violência física, mas também toda forma de violência econômica, racial, psicológica, religiosa e de gênero. Certamente, aspiramos a que essa nova sensibilidade possa se instalar e comover as estruturas sociais, abrindo caminho para a futura Nação Humana Universal.

A Marcha Mundial faz uma chamada a todas as pessoas para que somem esforços e tomem em suas mãos a responsabilidade de mudar nosso mundo, superando a violência pessoal e apoiando em seu âmbito mais próximo o crescimento dessa influência positiva.

Em todo esse tempo, em muitas cidades e povoados, estão sendo realizadas marchas, festivais, fóruns, conferências e outros eventos para criar consciência sobre a urgência da paz e da Não-violência. E, em todo mundo, as campanhas de adesão à Marcha multiplicam esse sinal além do até agora imaginado.

Pela primeira vez na história, um evento dessa magnitude é colocado em marcha por iniciativa de seus próprios participantes. A verdadeira força desse impulso nasce do ato singelo de quem, por uma questão de consciência, adere a uma causa digna e a compartilha com outros.

Foi designado para esse período da Marcha, até janeiro de 2010 – data em que ocorrerá a reestruturação do Movimento Humanista – Rafael de La Rubia como representante do organismo humanista "Mundo sem Guerras" e os porta-vozes continentais: Michel Ussene, pela África; Sudhir Gandotra, pela Ásia; Giorgio Schultze, pela Europa; Tomás Hirsch, pela América Latina e Chris Wells, pela América do Norte. A todos eles se deu a missão de receber das mãos dos Prêmios Nobel da Paz – durante a edição da Cúpula de Berlim – a "Carta para um mundo sem violência", com o compromisso de difundi-la em todos os países por onde passe a Marcha Mundial.

Precisamente, é nessa "Carta" onde se expressam os Princípios que podem ser apoiados pelas pessoas de boa vontade em todas as latitudes.

Para não me deter exaustivamente, queria destacar o nono princípio da Carta que diz: "Pedimos às Nações Unidas e seus Estados-membros que considerem meios e métodos para promover um reconhecimento significativo das diversidades étnicas, culturais e religiosas nos estados nacionais multi-étnicos. O princípio moral de um mundo não-violento é: "Trata os demais como gostarias de ser tratado".

Esse princípio moral vai além de toda norma e de toda legalidade para assentar seu domínio no terreno humano pelo registro do reconhecimento comum que supera todo cálculo e toda especulação.

Esse princípio, conhecido desde a antiguidade como a "Regra de Ouro" da convivência, é um dos treze que se tem em conta nesse magnífico documento que é necessário difundir amplamente.

Por outro lado, não devemos deixar passar alguns tópicos que dizem respeito à compreensão de nossas atividades no campo da não-violência, porque é evidente que a prevenção negativa com relação a nós nasceu e se desenvolveu na América do Sul durante as lutas não-violentas sustentadas contra as ditaduras militares. É muito claro que a discriminação que sofremos em diversos campos parte da desinformação e da difamação sistemática sofrida durante décadas em nossos países de origem, como Argentina e Chile. As ditaduras e seus órgãos de "desinformação" foram tecendo sua rede desde a época em que se proibia, encarcerava, deportava e assassinava nossos militantes. Ainda hoje e em distintas latitudes, pode-se pesquisar a perseguição que sofremos, não somente por parte dos fascistas, mas também por parte de alguns setores "bem-pensantes". E notável que, à medida que nossas atividades avançam, muitos declamadores da paz rasgam suas vestes, exigindo nosso silêncio ou apostrofando todo grupo ou indivíduo que nos mencione publicamente.

Embora esses insultos fiquem no passado, hoje se continua aviltando a ação não-violenta, argumentando que nada poderá ser feito, além de discursos, frente aos poderes "reais" que decidem as situações do mundo. E, para exemplificar, vejamos alguns casos.

O primeiro se refere às campanhas contra o Serviço Militar, efetuadas por humanistas na Argentina há poucos anos.

Nessa época, afirmava-se que era impossível modificar essa lei de obrigatoriedade. Sobretudo, depois de ter obtido, durante um ano de atividade, um milhão e meio de assinaturas que foram rejeitadas sem justificativa. Então, o Poder Executivo divulgou a inconveniência da tentativa que deixava "a Nação em estado indefeso frente às possíveis agressões de países limítrofes". Entretanto, a opinião pública estava sensibilizada de tal maneira que o debate (sem mencionar os autores do projeto) veio à tona, enquanto os meios informativos foram fazendo eco. E, em determinado momento, a Presidência da República assinou o "decreto de anulação do Serviço Militar obrigatório", substituindo-o pelo Serviço Militar optativo. Mas se argumentou, nessa ocasião, que se tomava tal medida porque um soldado tinha morrido em um quartel devido aos maus tratos recebidos. Dessa maneira, ficou claro que não foi inútil a longa campanha e mobilização dos humanistas, porque a lei arbitrária foi sepultada.

Outro caso mais recente produziu-se na República Tcheca.

O chamado "escudo estelar" estava sendo projetado desde 2002, sem que a população da República Tcheca ou da União Européia soubessem do fato. Em junho de 2006, o Movimento Humanista foi promotor de uma aliança de organizações de base sociais e políticas, informando que 70% da população era contrária. E se pediu que não se realizasse o projeto, dada sua periculosidade, ao mesmo tempo em que se exigia um referendo. Dois humanistas iniciaram uma greve de fome e o protesto começou a contar com o apoio de organizações pacifistas e não-violentas. Esse tipo de protesto se manteve durante um ano, envolvendo artistas, acadêmicos, cientistas e prefeitos. Finalmente, o protesto se desenvolveu também no Parlamento Europeu. Em março de 2009, o governo caiu, por confluência de diversos fatores, mas o protesto popular e a oposição parlamentar adiaram a ratificação do tratado entre a República Tcheca e os EUA. Em setembro de 2009, Obama renunciou ao projeto do escudo estelar na República Tcheca e na Polônia.

Devemos considerar agora dois temas ainda não compreendidos em seu alcance social.

Como todos captamos, instalou-se em nossas sociedades a temática ecológica e a defesa do meio ambiente. Embora alguns governos e certos setores interessados neguem o perigo presente na desatenção ao ecossistema, todos estão se vendo obrigados a tomar medidas progressivas pela pressão das populações, cada dia mais preocupadas com a deterioração de nossa casa comum. Até nossas crianças estão a cada dia mais sensíveis aos perigos do caso. Nos centros de ensino mais elementares e através dos meios informativos, coloca-se atenção no tema da prevenção da deterioração e ninguém pode escapar dessas preocupações.

Mas quanto à preocupação com o tema da violência, temos um notável atraso. Quero dizer que ainda não está instalada em nível geral e global a defesa da vida humana e dos mais elementares direitos humanos. Ainda se faz apologia da violência, quando se trata de argumentar a defesa e até mesmo a "defesa preventiva" contra possíveis agressões. E não parece experimentar-se horror pela destruição massiva de populações indefesas. Unicamente quando a violência atinge nossa vida civil através de crimes sangrentos nos alarmamos, mas não deixamos de glorificar os maus exemplos que envenenam nossas sociedades e as crianças, desde a mais tenra infância.

É claro que ainda não está instalada a idéia nem a sensibilidade capaz de provocar um repúdio profundo e um asco moral que nos afaste das monstruosidades da violência em seus diferentes aspectos.

Por nossa parte, faremos todos os esforços necessários para instalar no meio social a vigência dos temas da Paz e da Não-violência e é claro que chegará o tempo para que se suscitem reações individuais e também massivas. Esse será o momento de uma mudança radical em nosso mundo.

Para terminar com minha breve intervenção, gostaria de retomar a "Carta para um mundo sem violência" proposta pelos Prêmios Nobel da Paz e Organizações Nobel pela Paz, com o objetivo de impulsionar suas propostas ao longo desta Marcha Mundial pela Paz e Não-violência. Estaremos muito honrados ao compartilhar seus princípios nas ações concretas do quefazer social que, com certeza, nos encaminharão para esse novo mundo que mencionamos.

Nada mais, muito obrigado.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Alpinistas desenrolaram faixa no Centro de São Paulo

A iniciativa, que aconteceu no dia 02/10, dará início à Marcha Mundial pela Paz e pela Não-violência

Os alpinistas Bruno Sellmer e Fábio Cascino, com o apoio de seus filhos de 8 e 11 anos, respectivamente, realizarão uma proeza nobre no dia 02 de outubro, que é o dia internacional da Não-violência, em homenagem ao nascimento de Mahatma Gandhi. Eles irão escalar a faixada do Shopping Light, no centro de São Paulo, para fazer o descerramento de uma faixa de 30 metros que dá início à Marcha Mundial pela Paz e pela Não-violência no Brasil, pontualmente ao meio-dia. No final do desenrolar da faixa, haverá uma revoada de 10.000 balões brancos, que sairão de "dentro" da mesma.

A iniciativa Será precedida de um ato ecumênico, às 11 horas, em frente à Prefeitura de São Paulo, contará com a presença do prefeito,autoridades municipais, e personalidades do mundo artístico. Em seguida inicia-se o recolhimento da faixa encerrando-se o evento.

A Marcha Mundial pela Paz e pela Não-violência é uma iniciativa internacional da ONG Mundo Sem Guerras apoiada por centenas de organizações e personalidades no mundo todo, incluindo presidentes, celebridades do mundo artístico e esportivo, prêmios Nobel, etc (informações completas em www.theworldmarch.org). Tem início no dia 02 de outubro, com atos e eventos simultâneos em mais de 300 cidades do mundo. Fisicamente, inicia-se com uma equipe internacional com integrantes de diversas nacionalidades, que realizará um percurso pelo mundo em 3 meses, saindo de Wellington, na Nova Zelândia, e passado pelos 5 continentes para terminar em 02 de janeiro nos pés do Aconcágua, na Argentina.


Em cada lugar, a equipe base internacional, formada por pessoas de dezenas de países e etnias, será recebida por um comitê local e participará de atividades diversas, tais como concertos musicais, atos ecumênicos, caminhadas simbólicas, entre outros. No Brasil, está prevista a chegada da equipe internacional no dia 16 de dezembro em Recife (PE), para depois passar por Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

Cadastre sua ação ou evento pela Paz aqui -
http://www.marchamundial.net/events/event/new


Ver mais detalhes e RSVP em MarchaMundial.Net:
http://www.marchamundial.net/events/event/show?id=2875661%3AEvent%3A18165&xgi=4RpViOLrl0YeuO

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Acesse "O Sim e o Não" em MarchaMundial.Net

MarchaMundial.Net
Marcha Mundial pela Paz e Não-violência
Assista o vídeo 'O Sim e o Não'
Este vídeo está muito bom mesmo!!!

O Sim e o Não
O Sim e o Não
Vídeo de apresentação da Marcha Mundial pela Paz
Link do vídeo:
O Sim e o Não

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Convite para Reunião Geral da Comissão Paulista Pró-Conferência de Comunicação

CONVITE
Reunião da Comissão Paulista
Pró-Conferência de Comunicação

08 de Julho às 19h - Quarta-feira

Rua Conselheiro Ramalho, 992. Bela Vista.
Sindicato dos Radialistas

www.proconferenciasp.org

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Solidariedade Honduras Ato 03/06 10horas

Ontem os golpistas hondurenhos aprovaram que ficam suspensos os direitos individuais dos cidadãos daquele país, o que permite que qualquer pessoa seja presa, tenha sua casa invadida pela polícia sem nenhuma acusação formal ou autorização judicial.

É mais um fato que demonstra que as forças anti-democráticas e anti-populares não vão recuar facilmente .

Somente a mobilização popular e a solidariedade internacionalista podem deter o golpe civil-militar.

Convocamos todas as organizações políticas e sociais para participarem de um ato de solidariedade ao povo de honduras.

Defender o povo de Honduras

Manifestação em frente ao Consulado de Honduras na próxima sexta feira, dia 03, às 10h, na Rua da Consolação, 3741 (8 quadras descendo da Paulista em direção a Av. Brasil).

Contra o golpe civil-militar!

Em defesa do povo de Honduras!

Pelo fim da repressão aos movimentos sociais!

Pelo retorno do Presidente Manuel Zelaya!

Repúdio HUMANISTA ao GOLPE DE ESTADO em HONDURAS

      Os Humanistas condenam o Golpe de Estado na democrática República de Honduras e nos solidarizamos com o povo Hondurenho que exige um Estado de Direito.

 Este retrocesso a um obscuro passado, se tem efetuado contra um governo que  suas políticas tem levado à enormes processos de transformações políticas que vive nossa região. O Presidente José Manuel Zelaya Rosales, vinha trabalhando pela  diminuição da pobreza, pelo aumento de recursos para educação e saúde e pela  unidade regional.

 
      Não é novidade que certos políticos, disfarçados de democráticos, ligados à alguns juízes e com os meios de comunicação privados, se têm associado para tratar de desgastar a imagem presidencial como fizeram e fazem com alguns Presidentes de nossa região.

São os mesmos retrógrados, que tem conseguido apoio militar para concretizar suas intenções, de frear o processo de profundas mudanças e isso não podemos permitir na América Latina. Muito tem sofrido nossos povos por responsabilidade e intolerância dos autoritários e violentos. América Latina não quer voltar a este obscuro passado.

       Os Humanistas, exigimos a imediata restituição ao poder do legítimo Presidente de Honduras, e a resolução pela via democrática de todas as diferenças que possam existir entre o governo e seus opositores.

  Pedimos ao Povo Hondurenho que saiba resistir aos golpistas mediante a luta Não-Violenta; porque sempre a Não-Violencia Ativa é o caminho, como viemos dizendo os Humanistas desde sempre, e como expressou o mesmo Zelaya em seu recente discurso inaugural na Assembléia da OEA.

A OEA e vários Países da região tem manifestado seu rechaço aos Golpistas.

Juntamos-nos as diferentes vozes dos movimentos sociais e pessoas de todo mundo que clamam por democracia, justiça e paz e pedimos para todas as organizações sociais, culturais e políticas, a continuar manifestando seu apoio ao processo democrático de Honduras , mediante pronunciamentos públicos e demandando a seus respectivos governos uma posição firme e clara contra este atentado à democracia e ao povo da América Latina.



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terça-feira, 16 de junho de 2009

Reunião Pró-conferência de Comunicação nesta quarta-feira às 19h



Convite

Reunião geral da Comissão Paulista

Pró-Conferência de Comunicação

Dia: 17 de junho, às 19h
Local:
Rua Japurá, 43 (escritório do Carlos Neder – em frente à Câmara Municipal)

Pauta:
- decisões acerca da Plenária das Comissões Estaduais realizada em Brasília
- caravana da comunicação
- curso de formação para formadores
- plano de comunicação

- captação de recursos

O convite é aberto a todas as organizações da sociedade civil e movimentos populares. PARTICIPE!

Mais informações:
www.proconferenciasp.org


domingo, 24 de maio de 2009

Reflexões prévias a coleta de adesões para a Marcha Mundial

Queridos amigos

A poucos dias do nosso próximo operativo de adesões, talvez seja oportuno compartilhar uma reflexão sobre o sentido da ação que estamos levando a cabo.

Estamos acompanhando uma mudança de época e junto dela nosso movimento e nós mesmos estamos mudando. Somos expressão de uma tentativa evolutiva da consciência humana, a consciência que quer sair do sinsentido, e procura um novo significado que a oriente para o mundo. Estamos lançando a primeira marcha mundial pela paz e a não violência, mas ao mesmo tempo queremos aprofundar na raiz da violência em nós mesmos e aceder às experiências profundas que enchem de plenitude nossa ação e a orientam para o futuro.
É o crescimento deste Movimento, ou melhor, o crescimento do projeto de Humanização do mundo o que define nosso momento.


Crescer, talvez seja uma palavra que merece deter-nos. Que é crescer? Esta pergunta lançada para a interioridade da consciência, pudesse trazer-nos diversas respostas. Crescer por exemplo é ser capaz de perguntar-nos estas coisas antes de desdobrar nossa ação. Crescer pode ser o avanço na compreensão da raiz da violência, o desenvolvimento da Paz e da Não Violência no processo pessoal e também no social. Crescer pode ser comunicar-nos com gente que queira buscar conosco estas ideais distantes no futuro, mas trabalhar hoje para que sejam verdadeiros no trato e na prática do dia a dia. Crescer pode ser difusão e também acender as luzes na confusa noite.


Nossa paisagem de formação opera sobre nós e tenderá a que façamos as coisas "como sabemos fazê-las". Talvez é bom colocar o olhar nestes temas e sem dar-nos conta enquanto repetimos o conhecido, nos invada a inspiração.
Queremos crescer, queremos preparar os novos amigos para empurrar este projeto em um mundo muito diferente ao nosso. Não é tão importante se alcançarmos dois milhões de adesões, pode que crescer signifique muito mais que um número. Nossos mecanismos organizativos, são só isso, esqueletos vazios, úteis para certas coisas, mas é a vida que têm dentro e o impulso que vem há muito tempo o que lhe dá sentido. Nestes operativos interessa o crescimento e não somente chegar em um número de assinaturas como conjunto. Podemos deixar como uma aspiração alcançar números importantes de aderentes à MM, mas isso não significará nada se não alcançamos integrá-los a nosso projeto. O crescimento é na participação, na difusão, na relação com o meio e por sobretudo o crescimento na qualidade da gente nova e de todos nós.

Lhes aproximamos estas poucas frases que podem servir de contexto para os conselhos na hora de desenhar suas táticas e seus objetivos de crescimento estrutural.


Em breve chegará a estacional de Junho e quiséssemos recomendar algo muito simples: Que nossos números estruturais reflitam que cada pessoa do Movimento está contribuindo pessoalmente com sua atividade e sua coleta à obra comum".

Um forte abraço,
Ago e Dario
22 de Maio 2009




segunda-feira, 16 de março de 2009

DISPENSADO DO SERVIÇO MILITAR POR SER HUMANISTA



DISPENSADO DO SERVIÇO MILITAR POR SER HUMANISTA


Caio Maniero D’Auria é um enxadrista. Calculista. Paciente. Insistente. Irritante, até. Graças a essas características, tornou-se, aos 22 anos, o primeiro brasileiro dispensado do serviço militar obrigatório por “razões políticas e filosóficas”. Na prática, significa que ele foi dispensado sem nem precisar jurar à bandeira. Para muitos, a formalidade é apenas um detalhe. Para ele, uma batalha de quase cinco anos de duração em defesa da “liberdade”.

Todos os anos 1,6 milhão de jovens alistam-se e cerca de 100 mil são incorporados ao Exército, à Marinha ou à Aeronáutica (em 2008 foram 80 mil), segundo o Ministério da Defesa. Desses, 95% declararam no alistamento desejo de servir. Os que não queriam, foram convocados por ter alguma habilidade necessária à unidade militar da região. “A Estratégia Nacional de Defesa pretende alterar esse quadro, de modo a que o serviço militar seja efetivamente obrigatório, e passe a refletir o perfil social e geográfico da sociedade brasileira”, anuncia o Ministério da Defesa, sem dar detalhes de como isso será feito.

Por ora, a única exigência feita para os dispensados é uma pastosa cerimônia de Juramento à Bandeira, tão esvaziada quanto a obrigação de executar o Hino Nacional antes das partidas de futebol em São Paulo. Ninguém reclama. Caio recusou-se.

Determinado a encontrar um meio válido de não jurar à bandeira, entranhou-se nas leis militares. Telefonou para o Comando Militar do Sudeste e soube que podia pedir para prestar um serviço alternativo e que, por não haver convênio firmado, isso resultava na dispensa automática. “Mas a secretária da Junta Militar me falou que só Testemunhas de Jeová podiam alegar objeção de consciência. Ela me mandou jurar à bandeira, mas eu estaria mentindo se jurasse dar a vida pela nação, pois jamais faria isso”, diz, com um sorriso tímido de quem mal deixou a adolescência.

De próprio punho, Caio redigiu uma “declaração de imperativo de consciência”, e declarou-se anarquista. A Junta Militar exigiu a declaração de uma associação anarquista confirmando o vínculo. Caio, então, contatou mais de vinte organizações em busca de, como diz, uma “carta de alforria”. Perdeu um ano nessa. “Os anarquistas brasileiros não tiveram a coragem de colocar em prática o que tanto pregam. A maioria está mais interessada em festinhas”, reclama. E pondera: “Acho que eles tiveram medo de ser fichados pelo Exército”.

Desiludido, encontrou na internet a organização Movimento Humanista. Enfim, sentiu que seria atendido. “Pregamos a não-violência e somos contra o serviço militar obrigatório”, diz Paulo Genovese, coordenador do grupo, que faz reuniões semanais e promove a Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência.

Diante de nova declaração de objeção de consciência, a Junta pediu dados dos integrantes e o CNPJ da organização. Três meses depois, foi preciso detalhar quais eram as incompatibilidades do movimento com o serviço militar.

Era janeiro de 2008. “Passei noites em claro redigindo. Fui pessoalmente entregar”, diz, satisfeito. Sustentou que os humanistas colocam “o ser humano como valor central”, enquanto os militares devem defender a pátria “mesmo com o sacrifício da própria vida”. E que o “repúdio à violência” é incompatível com o “amor à profissão das armas”.

Quatro anos e oito meses após se alistar, Caio pegou seu Certificado de Dispensa do Serviço Alternativo. Em 2008, apenas seis jovens foram eximidos por objeção de consciência. Nos últimos cinco anos, 232. Mas Caio foi pioneiro. “Nunca motivos políticos livraram alguém, o meu processo é o número 001/08. Abri um precedente e agora tenho onde lutar por minha liberdade e pela dos demais”, comemora ele, que é analista de dados de telemarketing. Há anos quer prestar concurso público. Agora pode.

Matéria publicada em:
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=3593


Reportagem Escaneada:

** Clique na imagem acima para ver em tamanho real

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

1º Encontro de formação dos Comitês da Marcha Mundial pela Paz e a Não-violência


topo

1º Encontro de formação dos Comitês da Marcha Mundial pela Paz e a Não-violência


.:: sábado, 7 de fevereiro ::.

Convidamos tanto pessoas, quanto organizações, instituições, coletivos, grupos, partidos políticos e empresas que se somem e apóiem esta grande iniciativa.

É a primeira Marcha Mundial que percorrerá todo o planeta, pedindo o fim das guerras, das armas nucleares e a eliminação de todo tipo de violência.

Começará na Nova Zelândia no dia 02 de outubro de 2009 e terminará na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas em 02 de janeiro de 2010. Durante estes 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes, cobrindo uma distância de 160.000 km por terra. No entanto, a Marcha Mundial não é apenas esse evento, é uma grande mobilização de pessoas e para as pessoas que pretende chegar à maioria da população mundial, gerando uma nova mentalidade anti-nuclear e anti-invasionista a favor da paz e da não-violência.


Por isso a Marcha já começou e estamos organizando comitês que servirão de pontos de encontro, informação e inspiração para organizar ações que promovam a Paz e a Não-violência, como, por exemplo, seminários sobre a não-violência, painéis temáticos, atos, marchas, manifestações, vídeos-debates, eventos culturais, fóruns, bicicletadas, etc.Queremos através disso unir todos os cantos do Brasil para criar essa nova consciência social não-violenta a favor do desarmamento nuclear, da retirada imediata de tropas invasoras e de uma repugnância física à todas as formas de violência tão estabelecidas e aceitas pela sociedade.

Qualquer pessoa pode participar ou formar um comitê no seu bairro, escola ou universidade, organização, etc


Apareça no 1º Encontro do Comitê mais próximo de você e informe-se:


Comitê Zona Sul: 07/02 às 10hs - Rua Vergueiro, nº 1000. Pátio do Centro Cultural de SP. (próx. ao metrô Vergueiro)


comitê Zona Sul/ ABC - 07/02 às 19hs - Rua Baependi, Jardim Campanário - Diadema (Igreja da Comunidade São Sudas)


Comitê Zona Oeste - 07/02 às 18hs / Espaço Humanista - Rua Albuquerque Lins, 306 - Sta Cecilia (ao lado do metrô Mal. Deodoro)


Comitê Zona Leste - 07/02 às 17hs / Rua Serra de Bragança, 338 - Tatuapé (prox. à Pça Silvio Romero)


Comitê Osasco - 07/02 às 16hs / UNQE - Rua Pedro Viel n° 56 - Osasco - Centro

Comitê Francisco Morato 07/02 às 10hs -  ponto de encontro e local de reuniões do comitê no CIC-Centro de Integração da Cidadania.


Comitê Freguesia do Ó - 14/02 às 16hs / Endereço a definir


Vamos despertar e unir a força da diversidade de todo o mundo nesta direção comum de Paz e Não-violência!

Mais info sobre a Marcha:

Site internacional: www.marchamundial.org
Site nacional: www.marchamundial.org.br



Minibanner MM


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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Vídeo da Objeção de consciência de jovens de Israel



Envie sua mensagem de Apoio aos objetores de consciência, estudantes israelenses que foram
presos por deserção ao se negarem participar da Guerra.

Dê o seu apoio:

www.december18th.org

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Inauguração do Memorial da Resistência

No próximo dia 24 de janeiro será inaugurado o Memorial da Resistência, objeto de muita luta e insistência dos ex-presos políticos de São Paulo. Não será uma simples reinauguração do mesmo espaço, mas a instalação pública de um projeto museólogo criativo e marcante do período de ditaduras em nosso país.
O velho prédio do Largo General Osório, que foi sede de estação ferroviária e do antigo DEOPS/SP, passou por uma cruel descaracterizaçã o. Foram destruídas duas celas e o Fundão (antigas celas fortes solitárias), todo o espaço recebeu pinturas modernosas, foram destruídos os infectos banheiros e rasparam as paredes onde estavam inscrições feitas por gerações de presos políticos das várias ditaduras e períodos de repressão do movimento operário e popular do Brasil.
Com um toque de ironia, o lugar maquiado recebeu o nome de Memorial da Liberdade como forma de apagar a Resistência e a determinação de milhares de combatentes, que nunca aceitaram a opressão das classes dominantes e seus instrumentos ditatoriais.
Vários ex-presos políticos e pessoas sensíveis à História lutaram pela reconstituição daquele lugar como marco de lutas contra as ditaduras e começaram por exigir a mudança de nome para Memorial da Resistência, pois ali havia Resistência e nenhuma Liberdade.
O atual governo estadual aceitou a visão dos militantes do Fórum Permanente dos ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo e fez a mudança do nome e uma significativa reforma para devolver um aspecto semelhante ao que era originalmente. Foram instalados vários equipamentos audio-visuais que permitem ao visitante saber o que foi aquele lugar e as tantas barbaridades cometidas contra nosso povo e seus mais destacados militantes.
Uma das celas foi reconstituída para mostrar as condições de vida dos presos e, para não esconder as torturas e assassinatos cometidos pelos carrascos, os equipamentos mostram depoimentos de pessoas que por lá passaram.
Desde o ano passado o Fórum dos ex-Presos Políticos realiza no auditório daquele prédio palestras e debates para jovens e todas as pessoas interessadas. São os Sábados Resistentes, que reuniu uma média de 70 pessoas por evento.
A inauguração do novo Memorial da Resistência, marca o início de várias atividades que, ao longo do ano o Fórum vai desenvolver para marcar, entre outras datas:

- Os 30 anos da Lei da Anistia;

- Os 40 anos sem Marighella;

- Os 30 anos sem Santo Dias da Silva;

- Os 40 anos da morte do Almirante Negro, João Candido;

- Os 45 anos do Golpe de 1964;

- Os 40 anos da criação da infame OBAN.

Durante o ano todo vamos continuar lutando pela Memória, Justiça e Verdade, para que nunca mais se repitam os horrores da ditadura.

Ajude a divulgar esta mensagem e vamos todos nos encontrar para continuar nossa luta pela Verdade e relembrar que somos Pela Vida, Pela Paz: Tortura, Nunca Mais!

Data: dia 24 de janeiro de 2009

Hora: 11 horas

Local: Memorial da Resistência (Estação Pinacoteca - Largo General Osório, 66)

Estacionamento no local

O novo Memorial da Resistência quer mostrar que a Humanidade foi mais forte, derrotou a opressão, a tortura e a barbárie.
Mais importante que tudo é passar para as novas gerações a certeza de que vale a pena lutar por Liberdade, Justiça e por uma Sociedade Justa e Igualitária.

Contamos com sua presença e participação!

Fórum Permanente dos ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo

domingo, 4 de janeiro de 2009

Animação sobre a Marcha Mundial pela Paz e Não-violência

sábado, 3 de janeiro de 2009

Fotos da Manifestação pedindo Paz no Oriente Médio

Enviamos abaixo link para ver umas fotos de uma manifestação do Movimento na Argenina onde pedimos paz no Oriente Médio.


link para ver algunas fotos de este Viernes en Bs As en el "Dakar de Argentina" en que manifestamos y pedimos por la paz en Medio Oriente.
la moto uno de nuestros estandartes con la consigna "Paz en Medio Oriente" y con el logo de la Marcha (hay fotos).
Unos minutos después las motos desfilaban hacia una rampa en donde se detenían enfocados por las cámaras de TV y allí los presentaban a cada uno; "nuestro motociclista" no sacó el estandarte del frente de su moto y así arrancó hasta detenerse en la rampa principal exhibiendo nuestro mensaje ante las cámaras de varios países!
 

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