sábado, 19 de fevereiro de 2011

NOTA DE REPUDIO CONTRA A VIOLENCIA DO ESTADO Por CRESS-SP 18/02/2011 às 13:20 Repressão ao ato contra a tarifa -Sao Paulo

NOTA DE REPUDIO CONTRA A VIOLENCIA DO ESTADO

Por CRESS-SP 18/02/2011 às 13:20

Repressão ao ato contra a tarifa -Sao Paulo
NOTA DE REPÚDIO CONTRA A VIOLÊNCIA DO ESTADO


Uma série de protestos vem sendo realizadas na cidade de São Paulo diante do aumento absurdo da tarifa de ônibus. Sob o argumento de aumento dos custos, a população é violada em seus direitos. Não se presta informação sobre os lucros reais das empresas e o montante repassado em forma de subsídio ao transporte privado.

Os protestos formados por maioria jovem tem sido intensos e a truculência tem aumentado. As imagens expressam, mas não tudo que vem ocorrendo. No dia 17 de fevereiro varias pessoas foram agredidas com gás lacrimogêneo, balas de borracha, cassetetes, pela PM.

Um jovem assistente social foi brutalmente espancado por vários policiais que continuaram desferindo chutes e golpes de cassetetes quando a vítima estava imobilizada no chão, como demonstram fotos e vídeo do ato. Ele está hospitalizado e poderá passar por cirurgia.

Repudiamos toda forma de violência, mas principalmente a efetivada por agentes do Estado. Assim, exigimos que os atos cometidos sejam apurados imediata e rigorosamente. A divulgação é fundamental para que sociedade se posicione diante de tanta barbárie.

Exigimos a reforma das instituições repressivas que não se adequaram às legislações nacionais e os instrumentos internacionais aos quais o país aderiu formalmente.

A cidade mais rica da América Latina não pode continuar a tratar a população, principalmente os jovens, com violência e opressão. Repudiamos que se tente silenciar a manifestação legítima do povo.

Aurea Satomi Fuziwara
Conselho Regional de Serviço Social - CRESS-SP
Somos mais de 24 mil assistentes sociais em SP
na defesa intransigente dos Direitos Humanos

CRESS-SP: 11 3351 7523

São Paulo, 18 de fevereiro de 2011.

A todas as autoridades competentes
À Com. de Direitos Humanos da ALESP
Email:: secretaria@cress-sp.org.br
URL:: www.cress-sp.org.br

NOTA PÚBLICA DO FÓRUM PAULISTA LGBT À MARCHA CONTRA A HOMOFOBIA EM REPÚDIO ÀS AGRESSÕES A MANIFESTANTES PELA POLÍCIA EM SÃO PAULO

NOTA PÚBLICA DO FÓRUM PAULISTA LGBT

À MARCHA CONTRA A HOMOFOBIA


EM REPÚDIO ÀS AGRESSÕES A MANIFESTANTES PELA POLÍCIA EM SÃO PAULO



O Fórum Paulista LGBT vem a público, nesta Marcha contra a Homofobia que se realiza hoje, convocada em protesto contra os ataques homóficos ocorridos nos últimos tempos na cidade de São Paulo, manifestar antes de tudo nossa total adesão e compromisso com a mobilização para este importante ato, uma vez que entendemos que é somente expressando nossas demandas e fazendo pressão sobre as autoridades e os poderes constituídos que chegaremos ao pleno respeito à diversidade de orientação sexual e identidade de gênero. Por isso, nesta jornada de luta, queremos também manifestar nosso repúdio frente à truculência da Polícia de São Paulo em relação a militantes que foram às ruas para se opor ao abusivo aumento da tarifa de ônibus.



Em 17 de fevereiro, várias pessoas foram agredidas com gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetes pela PM em frente à Prefeitura de São Paulo. Entre elas, um jovem assistente social foi brutalmente espancado por vários policiais, com chutes e golpes de cassetetes, mesmo quando já estava imobilizado no chão, ação que foi documentada por fotos e vídeo. Encontra-se hospitalizado e deverá, inclusive, passar por cirurgia. Repudiamos esta e qualquer outra forma de violência e exigimos que os fatos sejam rigorosamente apurados e os responsáveis, punidos. Somos totalmente solidários a este militante e ao Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo, que está à frente do caso.



É um direito legítimo da população paulistana expressar sua discordância frente à elevação abusiva do preço da passagem ao valor de R$ 3,00, bastante superior até mesmo ao custo de um litro de gasolina, numa clara sinalização de não priorizar o transporte coletivo em detrimento dos automóveis como que se locomovem um número bem menor de indivíduos. Chega a ser criminoso o fato de a Prefeitura de São Paulo, com tal tarifa, privilegiar os ricos e a classe média, sacrificando em contrapartida os mais pobres.



Talvez alguns – que participam desta Marcha – se perguntem o que aquele protesto tem a ver com nós, LGBTs. A verdade é que, se nos calarmos diante das injustiças (tanto o aumento do ônibus quanto a repressão aos protestos legítimos), estaremos sendo coniventes com elas. Elas implicam no cerceamento de nosso direito de ir e vir, pois a passagem mais cara nos obriga a reduzir o número de viagens para ir ao trabalho, para estudar ou simplesmente circular pela cidade. De que adianta termos uma cidade sem homofobia se não podemos usufruir as possibilidades que ela nos oferece, se somos obrigados a ficar em casa por falta de dinheiro?



Devemos nos opor contra tudo aquilo que limita a nossa liberdade, afinal a luta contra a opressão vai muito além do direito – que hoje aqui reivindicamos – de andar de mãos dadas, beijar ou manifestar afeto por alguém do mesmo sexo. Liberdade de caminhar pelas ruas e usar o transporte coletivo do jeito que somos, com nossos corpos, sem ter de esconder nada de ninguém, pois temos orgulho de sermos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.





FÓRUM PAULISTA LGBT



São Paulo, 19 de fevereiro de 2011

Nota de Solidariedade do MPL-SP sobre a violência policial na manifestação de 17/02

Nota de Solidariedade do MPL-SP sobre a violência policial na manifestação
de 17/02:

O Movimento Passe Livre São Paulo considera desproporcional, violenta e
despreparada a ação policial ocorrida na manifestação do dia 17/2 em
frente a Prefeitura.

O Comando da Operação se excedeu no uso da força, agindo violentamente
contra manifestantes desarmados e em protesto contra o aumento abusivo das
tarifas de ônibus em São Paulo. As imagens da detenção de Vinicius
Figueira, bem como a cena de policiais militares com suas armas de fogo em
punhos e a repressão que se abateu também contra a mídia, somada as
agressões aos vereadores que estavam presentes no local, deixam clara a
desproporcionalidade e o absurdo da ação policial. Por esse motivo,
manifestamos aqui nosso repúdio à essas ações conduzidas pela Polícia
Militar de São Paulo

Por fim, cabe destacar nossa preocupação com o estado de saúde atual de
Vinicius. Nós, do MPL-SP, estamos sinceramente à disposição para apoiá-lo
no que for preciso, desde a articulação para punir os policiais envolvidos
na ação, bem como no auxílio com seus cuidados médicos. Acreditamos que a
solidaredade militante se faz fundamental em momentos como esse, e é por
esse motivo que estamos aqui!

Movimento Passe Livre São Paulo, 18 de fevereiro de 2011.

Por uma vida sem catracas!

I Seminário de Planejamento Estratégico


Considerando a experiência desde o início da reestruturação interna do PH (agosto/09 até janeiro/11), verificamos vários avanços: cumprimentos de calendários, realização dos procedimentos de democracia direta nas eleições e consultas interna, manutenção da personalidade jurídica do partido, capacitação, posicionamentos e ações no meio do PH. Ressaltamos que em toda essa etapa os recursos virtuais para realização de reuniões, encontros, consultas e eleições foram e são fundamentais. Contudo também avaliamos a necessidade de dedicar mais tempo presencial para um planejamento estratégico nacional de curto, médio e longo prazo focado nas decisões fundamentais sobre nossa organização interna e nas estratégias para o crescimento e para legalização definitiva do PH no Brasil. E justamente para essa pauta (planejamento estratégico nacional para organização, crescimento e legalização) se verificou as limitações dos encontros por meios virtuais. Nas tentativas já realizadas (seja por falhas técnicas dos sistemas utilizados ou por nossa falta de cultura no uso dessas tecnologias), esse recurso se demonstrou não ser eficaz para algumas necessidades do conjunto que demandam mais tempo de conversa, reflexão e deliberação coletiva.
E por outro lado, como nosso desafio é legalizar um partido político humanista, com grandes objetivos que vão além do eleitoral (queremos fazer algo a mais que participar de eleições) ainda que, participar das eleições oficiais, possa ser um motivo de criarmos um partido político. Nós queremos humanizar o Brasil, e considerando as dimensões revolucionárias dessa tarefa e também as próprias exigências legais brasileiras (que exige que o partido político tenha uma organização nacional), a realização de encontros presenciais, em nível nacional, deve estar em nosso calendário como algo sempre possível, ainda que reconheçamos as dificuldades pela questão geográfica continental de nosso país. Mas isso não deveria ser uma resistência e sim um belo desafio de superação de limites para a inteligência coletiva e para a intencionalidade humana.
Finalmente acreditamos que este Seminário pode contribuir em nossa nova condição de origem e também para apontar a importância da transformação pessoal, simultânea, e em função da transformação social não-violenta que almejamos. Nesse sentido, realizar também dentro do Seminário de Planejamento Estratégico um momento de reflexão pessoal e coletiva com o Manual do Movimento Humanista – MH no espaço do Parque Caucaia marca e reitera nossas raízes históricas e ideológicas com o Humanismo Universalista e também com o propósito maior de seu fundador Silo. Contribuindo assim também com o objetivo de referenciar de todos os organismos do MH nos Parques de Estudos e Reflexão.
Dentro desse contexto geral, acreditamos que esse evento ajude, além do planejamento estratégico, também na compreensão e sentimento do “algo mais do PH” e a “experimentar/desenvolver/buscar” a “mística social humanista”.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Declaração da Assembleia dos Movimentos Sociais FSM Dacar, Senegal, 10 de fevereiro de 2011

Declaração da Assembleia dos Movimentos Sociais FSM Dacar, Senegal, 10 de fevereiro de 2011

Nós, reunidos na Assembleia de Movimentos Sociais, realizada em Dacar durante o Fórum Social Mundial 2001, afirmamos o aporte fundamental da África e de seus povos na construção da civilização humana. Juntos, os povos de todos os continentes enfrentamos lutas onde nos opomos com grande energia à dominação do capital, que se oculta detrás da promessa de progresso econômico do capitalismo e da aparente estabilidade política. A descolonização dos povos oprimidos é um grande desafio para os movimentos sociais do mundo inteiro.

Afirmamos nosso apoio e solidariedade ativa aos povos da Tunísia, do Egito e do mundo árabe que se levantam hoje para reivindicar uma real democracia e construir poder popular. Com suas lutas, eles apontam o caminho a outro mundo, livre da opressão e da exploração.

Reafirmamos enfaticamente nosso apoio aos povos da Costa do Marfim, da África e de todo o mundo em sua luta por uma democracia soberana e participativa. Defendemos o direito à auto-determinação de todos os povos.

No processo do FSM, a Assembleia de Movimentos Sociais é o espaço onde nos reunimos desde nossa diversidade para juntos construir agendas e lutas comuns contra o capitalismo, o patriarcado, o racismo e todo tipo de discriminação.

Em Dakar celebramos os 10 anos do primeiro FSM, realizado em 2001 em Porto Alegre, Brasil. Neste período temos construído uma história e um trabalho comum que permitiu alguns avanços, particularmente na América Latina onde conseguimos frear alianças neoliberais e concretizar alternativas para um desenvolvimento socialmente justo e respeituoso com a Mãe Terra.

Nestes 10 anos, vimos também a eclosão de uma crise sistêmica, expressa na crise alimentar, ambiental, financeira e econômica, que resultou no aumento das migrações e deslocamentos forçados, da exploração, do endividamento, das desigualdades sociais.

Denunciamos o desafio dos agentes do sistema (bancos, transnacionais, conglomerados midiáticos, instituições internacionais etc.) que, em busca do lucro máximo, mantêm com diversas caras sua política intervencionista através de guerras, ocupações militares, supostas missões de ajuda humanitária, criação de bases militares, assalto dos recursos naturais, a exploração dos povos, a manipulação ideológica. Denunciamos também a cooptação que estes agentes exercem através de financiamentos de setores sociais de seu interesse e suas práticas assistencialistas que geram dependência.

O capitalismo destroi a vida cotidiana das pessoas. Porém, a cada dia,nascem múltiplas lutas pela justiça social, para eliminar os efeitos deixados pelo colonialismo e para que todos e todas tenhamos uma qualidade de vida digna. Afirmamos que os povos não devemos seguir pagando por esta crise sistêmica e que não há saída para a crise dentro do sistema capitalista!

Reafirmando a necessidade de construir uma estratégia comum de luta contra o capitalistmo, nós, movimentos sociais:

Lutamos contra as transnacionaisporque sustentam o sistema capitalista, privatizam a vida, os serviços públicos, e os bens comuns, como a água, o ar, a terra, as sementes, e os recursos minerais. As transnacionais promovem as guerras através da contratação de empresas militares privadas e mercenários, e da produção de armamentos, reproduzem práticas extrativistas insustentáveis para a vida, tomam de assalto nossas terras e desenvolvem alimentos transgênicos que tiram dos povos o direito à alimentação e eliminam a biodiversidade.

Exigimos a soberania dos povos na definição de nosso modo de vida. Exigimos políticas que protejam as produções locais que dignifiquem as práticas no campo e conservem os valores ancestrais da vida. Denunciamos os tratados neoliberais de livre comércio e exigimos a livre circulação de seres humanos.

Seguimos nos mobilizando pelo cancelamento incondicional da dívida pública de todos os países do Sul. Denunciamos igualmente, nos países do Norte, a utilização da dívida pública para impor aos povos políticas injustas e antissociais.

Mobizemo-nos massivamente durante as reuniões do G8 e do G20 para dizer não às políticas que nos tratam como mercadorias.

Lutamos pela justiça climática e pela soberania alimentar. O aquecimento global é resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo. As transnacionais, as instituições financeiras internacionais e governos a seu serviço não querem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Denunciamos o “capitalismo verde” e rechaçamos as falsas soluções à crise climática como os agrocombustíveis, os transgênicos e os mecanismos de mercado de carbono, como o REDD, que iludem as populações empobrecidas com o “progresso”, enquanto privatizam e mercantilizam os bosques e territórios onde viveram milhares de anos.

Defendemos a soberania alimentar e o acordo alcançado na Cúpula dos Povos Contra as Mudanças Climáticas e pelos Direitos da Mãe Terra, realizada em Cochabamba, onde verdadeiras alternativas à crise climática foram construídas com movimentos e organizações sociais e populares de todo o mundo.

Mobilizemos todas e todos, especialmente o continente africano, durante a COP-17 em Durban, África do Sul, e a Rio+20, em 2012, para reafirmar os direitos dos povos e da Mãe Terra e frear o ilegítimo acordo de Cancún.

Defendemos a agricultora camponesa que é uma solução real à crise alimentar e climática e significa também acesso à terra para quem nela vive e trabalha. Por isso chamamos a uma grande mobilização para frear a concentração de terras e apoiar as lutas camponesas locais.

Lutamos para banir a violência contra a mulherque é exercida com regularidade nos territórios ocupados militarmente, porém também contra a violência que sofrem as mulheres quando são criminalizadas por participar ativamente das lutas sociais. Lutamos contra a violência doméstica e sexual que é exercida sobre elas quando são consideradas como objetos ou mercadorias, quando a soberania sobre seus corpos e sua espiritualidade não é reconhecida. Lutamos contra o tráfico de mulheres e crianças.

Defendemos a diversidade sexual, o direito à autodeterminação do gênero, e lutamos contra a homofobia e a violência sexista.

Mobilizemo-nos, todos e todas, unidos, em todas as partes do mundo para banir a violência contra a mulher.

Lutamos pela paz e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e a militarização de nossos territórios. As potências imperialistas utilizam as bases militares para fomentar conflitos, controlar e saquear os recursos naturais, e promover iniciativas antidemocráticas como fizerem com o golpe de Estado em Honduras e com a ocupação militar em Haiti. Promovem guerras e conflitos como fazem no Afeganistão, Iraque, República Democrática do Congo e em vários outros países.

Intensifiquemos a luta contra a repressão dos povos e a criminalização do protesto e fortaleçamos ferramentas de solidariedade entre os povos como o movimento global de boicote, desinvestimentos e sanções contra Israel. Nossa luta se dirige também contra a Otan e pela eliminação de todas as armas nucleares.

Cada uma destas lutas implica uma batalha de idéias, na que não poderemos avançar sem democratizar a comunicação. Afirmamos que é possível construir uma integração de outro tipo, a partir do povo e para os povos, com a participação fundamental dos jovens, mulheres, camponeses e povos originários.

A assembléia dos movimentos sociais convoca as forças e atores populares de todos os países a desenvolver duas ações de mobilização, coordenadas a nível mundial,para contribuir à emancipação e autodeterminação de nossos povos e para reforçar a luta contra o capitalismo.

Inspirados nas lutas do povo da Tunísia e do Egito, chamamos a que o 20 de março seja um dia mundial de solidariedade com o levante do povo árabe e africano que em suas conquistas contribuem às lutas de todos os povos: a resistência do povo palestino e saharauí, as mobilizações européias, asiáticas e africanas contra a dívida e o ajuste estrutural e todos os processos de mudança que se constroem na América Latina.

Convocamos igualmente a um dia de ação global contra o capitalismo: o 12 de outubro, onde, de todas as maneiras possíveis, rechaçaremos este sistema que destrói tudo por onde passa.

Movimentos sociais de todo o mundo, avancemos até a unidade a nível mundial para derrotar o sistema capitalista!

Venceremos!"

sábado, 12 de fevereiro de 2011

EGIPTO: UNA REVOLUCIÓN NO-VIOLENTA Y UN FUTURO POR CONSTRUIR

www.internationalhumanistparty.org

EGIPTO: UNA REVOLUCIÓN NO-VIOLENTA Y UN FUTURO POR CONSTRUIR

Los Humanistas sentimos una gran alegría por el desenlace de esta Revolución No-Violenta
que transcurre en Egipto, y que hoy ha culminado con la renuncia de Hosni Mubarak. Ya hacia
fines de enero el Partido Humanista Internacional había manifestado en un documento su apoyo
al “clamor de los pueblos” en el mundo árabe; y en varios países nos manifestamos frente a las
embajadas de Egipto apoyando la lucha no-violenta de su pueblo. De manera que ante el
cumplimiento de uno de sus primeros y principales objetivos, como era la renuncia de Mubarak,
nuevamente manifestamos nuestro apoyo y acompañamiento.
Esta Revolución No-Violenta, en la que la consigna de la acción pacífica era para los
manifestantes casi tan importante como la de la renuncia de su presidente, es un verdadero ejemplo
del nuevo rol que podrán tener los pueblos, utilizando las nuevas redes de comunicación, toda vez
que el clamor de justicia y libertad los cohesione y les dé fuerzas.
Queda no obstante un arduo camino por recorrer. Una transición manejada por un
vicepresidente como Suleiman (jefe de los torturadores), por un ejército que si bien se negó a
reprimir a los manifestantes, tiene una cúpula muy ligada a Mubarak y a USA, y por algunos
líderes opositores de relativa representatividad, será una transición difícil si el pueblo no se
mantiene atento.
Obama, quien ahora hábilmente apoyó las demandas democráticas en Egipto (después de
30 años de que USA tuvo a la dictadura como principal aliada en la región), hará lo posible para
que los cambios no sean muy profundos, y sobre todo no terminen afectando los acuerdos de
Camp David de 1979. Nada más alejado de los intereses de USA que el hipotético resurgimiento
de un panarabismo al estilo Nasser, o peor aún de un crecimiento de los fundamentalismos. No
pareciera que los Hermanos Musulmanes, representando algo más del 20 % de la población,
quieran ni puedan volcar a Egipto hacia el fundamentalismo; pero probablemente haya violentos
que busquen arraigar allí, y probablemente USA y el continuismo egipcio los utilice de pretexto
para reprimir.
Es por todo esto que el pueblo egipcio debe permanecer alerta, para que los cambios sean
reales y profundos, y no meras reformas cosméticas en lo político, ni tramposas ayudas financieras
en lo económico. Y para ello deben estar atentos y movilizarse por una nueva constitución y por el
cumplimiento estricto de cada demanda, sin permitir que la transición se transforme en dilación y
desgaste, para que a la final nada cambie.
El pueblo en general, y en particular los sectores más dinámicos en esta revolución, como
los jóvenes y los sindicatos, debieran generar una articulación permanente y exigir un
protagonismo en la implementación de las transformaciones. Así como los modernos canales de
comunicación sirvieron para movilizarse, también debieran servir para organizarse y poder trabajar
con permanencia en la construcción de una Democracia Real.
Así que mucho es lo que aún queda por recorrer a partir de mañana, pero hoy es un día de
festejo para el pueblo egipcio y para todos aquellos que aspiramos a una Revolución Mundial No-
Violenta.

Guillermo Sullings
Equipo Coordinador Internacional PHI

11/02/2011
 

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