segunda-feira, 28 de março de 2011

Contra o fechamento do curso de Obstetricia da Usp Leste!

Olá amigos,

Estamos apoiando as ações contra o fechamento do Curso de Obstetricia e as reformas da Usp que estão sendo feitas na Universidade de SP.

Abaixo envio um posicionamento nosso sobre o assunto que esta também no nosso site.

Enviamos também o abaixo assinado virtual que esta circulando para quem possa colaborar com sua assinatura.

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452

Um abraço a todos!
Samuel

Contra o fechamento do curso de Obstetricia da Usp Leste!

Pela a assistência Humanizada da Mulher, contra o fechamento do curso de Obstetricia e as reformas na Usp!



O Partido Humanista do Brasil manifesta seu apoio ao curso de de Obstetrícia da Escola de Artes e Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo – EACH-USP e repúdia à intenção da direção da Universidade de São Paulo (USP) em diminuir vagas ou fechar o curso de Obstetrícia no Campus Leste da Universidade.

O fechamento do curso de graduação em Obstetrícia da USP representa um grande retrocesso quanto à humanização do atendimento às mulheres no Brasil. O curso da USP é o único em todo o país, que tem uma elevada taxa de cesáreas (48% de cesáreas na rede pública e dos absurdos 70% às inimagináveis 90% na rede particular). A Organização Mundial de Saúde recomenda que o número de cesáreas não ultrapasse os 15%.

Também apoiamos a valorização da profissão de Obstetriz(es) e sua inserção no mercado de trabalho por acreditarmos que isso significa alavancar uma assistência humanizada na saúde da mulher, melhorando e ressignificando os processos de gestação, parto e pós-parto. O curso de Obstetrícia trabalha diretamente com a atenção especializada no atendimento à mulher e suas patologias e carências especificas que não correspondem ao sistema hospitalar vigente.

A reforma que esta em andamento na USP Leste faz parte de um projeto dentro da instituição que visa o encerramento de alguns cursos e a diminuição de vagas dos cursos considerados com "baixo impacto social". Claramente tal “reforma” busca atender aos ditames do Mercado e não tem em conta a real necessidade do povo brasileiro.

Os cursos que são normalmente depreciados pela iniciativa privada - como as licenciaturas - serão seriamente comprometidos dentro da lógica que a direção da USP vem tocando essa "reforma".

Essas decisões que influem no destino dos estudantes e da Universidade também estão sendo tomadas arbitrariamente, sem nenhum tipo de participação da comunidade universitária, e a ausência de diálogo por parte dos gestores da USP é também o retrato do descaso e do desprezo ao nosso povo.



Os interesses econômicos são colocados por cima de questões essências como a saúde e o atendimento especializado a mulher. Também é de se questionar a direção de uma Universidade Pública que cede a pressão de grupos ligados ao setor privado da saúde no nosso país.



O PH presta solidariedade e se dispõe a apoiar totalmente as ações que estão sendo levadas contra o fechamento do curso de Obstetrícia e também contra a reforma que está sendo realizada na USP.



Partido Humanista do Brasil - São Paulo

domingo, 27 de março de 2011

LÍBIA: A ENCRUZILHADA DA VIOLÊNCIA

LÍBIA: A ENCRUZILHADA DA VIOLÊNCIA


Perante os ataques militares à Líbia, que tiveram início no dia de hoje por parte de alguns países europeus e dos EUA, o Partido Humanista Internacional manifesta a total rejeição do uso da violência e exorta a comunidade internacional a trabalhar urgentemente por uma saída pacífica da guerra civil naquele país.

Tal como rejeitámos anteriormente a violência com a qual Khadafi estava a oprimir os seus opositores e assinalámos as suas contradições, rejeitamos agora esta alegada tentativa de acabar com essa violência, utilizando para isso mais violência.

Estamos conscientes de que a situação da Líbia representa uma verdadeira encruzilhada e que não se pode ser indiferente perante o derramamento de sangue que se tem produzido, uma vez que lamentavelmente a rebelião social não se conseguiu canalizar e chegar a bom fim pela via pacífica, como tinha acontecido no Egito. A repressão violenta por parte do governo de Khadafi por um lado e os levantamentos armados de um setor dos rebeldes por outro, alimentaram uma espiral de violência que ameaça terminar em massacre.

Perante esta complexa situação, a ONU tomou a decisão de intervir, alegadamente para garantir a vida dos civis, limitando-se supostamente a ataques aéreos com esse fim. No entanto, existem antecedentes de como se passa dos ataques aéreos à invasão terrestre. Existem antecedentes de como a ONU costuma dizer que se preocupa com os direitos dos civis e intervém quando há petróleo pelo meio, como é o caso da Líbia. Existem antecedentes de como os EUA e os seus aliados sustentam ou toleram ditaduras sangrentas quando estas vão de encontro aos seus interesses e “descobrem” que são ditaduras sangrentas quando vêm os seus interesses ameaçados.

A França foi o primeiro país a atacar e Sarcozy argumentou que a sua motivação era “terminar com a loucura assassina de Khadafi”. No entanto, tanto a França como a Inglaterra e a Itália estabeleceram vínculos muito estreitos nos últimos anos com o regime de Khadafi.

Talvez agora, depois do que aconteceu no Japão e quando a oposição popular à proliferação de centrais nucleares aumenta (e a partir das quais a França obtém a maior parte da sua energia), queiram assegurar mais que nunca o acesso ao petróleo da Líbia.

Os humanistas denunciaram, durante a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência, que percorreu o mundo em 2009, que as Nações Unidas não podem garantir (e muito menos o seu Conselho de Segurança) a paz no mundo. Porque a ONU é manipulada precisamente pelas potências que são as principais produtoras de armas, são aquelas que geram maior quantidade de conflitos armados e que, para assegurar os seus interesses económicos, não hesitam em apoiar ditaduras sangrentas quando lhes convém, ou derrubá-las a sangue e fogo quando não lhes convém. E são sempre os povos a sofrer com a violência.

Só poderemos sair desta encruzilhada da violência quando, em vez de depender das resoluções da ONU, o mundo se organizar numa verdadeira Nação Humana Universal.

Entretanto, é necessário empreender todos os esforços no sentido de solucionar os conflitos, como o da Líbia, por métodos pacíficos e recordar as palavras de Silo em Punta de Vacas, Argentina, no ano 2004: “... de uma perspetiva violenta sobre a violência não resultará a paz...”.

Equipe Coordenadora Internacional, 19/03/2011
 

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