quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Justiça

Justiça é gestão da liberdade humana de realizar o ser no mundo. Para quê a humanidade mantém uma insignificante parcela de pessoas bilionárias dotadas de liberdade total; enquanto bilhões de almas humanas seguem... sem liberdade alguma?
Toda vez que meu ato parte da visão, equivocada, de sentir-se melhor ou pior, superior ou inferior, a qualquer ser humano, desumanizo-me ao dehumanizar o outro, ao coisificá-lo.
Coisifico-me, bestifico-me, dou a mim mesmo um sentido sem liberdade, preso a um temor.
Ainda que acredite exercer plenamente minha vontade, atuo mecanicamente, sem conhecimento de meus sentimentos e pensamentos, perdido, alucinado...
Sou um milagre. Todo ser humano é. Não existe mérito. A venda deste veneno, em cápsulas e doses distintas, tinge a vaidade da paisagem humana, ora como "justificativa" para privilégios, ora como "prova" da felicidade, ou por "ser escolhido", "especial", etc...
Ora vendido descaradamente como quê, fórmula para o sucesso... Os fracassados são os culpados... Que morram, bradam...
Aprisionada mente que crê presa ao corpo, tanto mais temor espalha no coração e na mente humana.
A questão sempre é: quem limita a liberdade de quem?
No país onde o CNJ aplica como máxima "punição" uma aposentadoria gorda ao juízo imprevidente, enquanto deliciam-se ao sabor das celas abarrotadas do desprezo e escárnio desses gambas rapineiros que se apossaram das gentes severinas.

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